Pai de israelense preso no Egito nega que filho seja espião
Por Jeffrey Heller
JERUSALEM (Reuters) - O pai de um homem que o Egito prendeu como espião de Israel disse na segunda-feira que o seu filho é um estudante que atuava como voluntário para uma agência de refugiados dos Estados Unidos e classificou as alegações do país do norte africano como "totalmente sem sentido."
Ilan Grapel, um imigrante norte-americano em Israel, foi detido no domingo em um acontecimento que pode prejudicar as relações de Israel com os novos líderes do Egito.
"Toda essa história é sem sentido para mim ... Qualquer conexão de trabalho com o Mossad (agência de espionagem israelense) é (errada)", disse o pai de Ilan, Daniel Grapel, ao Canal 2 israelense em entrevista desde sua casa em Nova York.
Ilan Grapel escreveu no passado que esperava promover políticas israelenses no mundo árabe, de acordo com informações que ele e outros postaram na Internet. Daniel Grapel disse que seu filho estava trabalhando no Egito como parte dos seus estudos universitários.
"Ele faz serviço voluntário como parte do curso e ele consegue créditos (acadêmicos) pelo trabalho nas férias ... Ele precisou ficar no Egito por três meses como integrante de uma agência dos EUA que transfere refugiados do Egito", disse.
A mãe de Grapel, Irene, disse que seu filho trabalhou para o Serviço de Refugiados Saint Andrew, uma organização não-governamental, no Cairo, e que ele tem nacionalidades israelense e norte-americana.
Em sua página no Facebook, Grapel não escondeu sua presença no Egito, escrevendo que ele estava "pregando em Al-Azhar", uma universidade islâmica no Cairo, e que ele estudou na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA. A referência à Al-Azhar depois desapareceu da página.
Reuters