Neste grande debate sobre a crise econômica mundial e suas sequelas entre nós (leiam post acima e abaixo), a verdade nua e crua é que estamos pagando o preço da crise de 2008-2009, quando o Estado brasileiro, mais uma vez salvou nosso país do desemprego, da recessão, de uma grande frustração nacional enfim.
Melhor, é que o fizemos sem nos endividar ou aumentar o déficit público. Pelo contrário, fazemos superávit enquanto todo mundo tem déficit de mais de 8%. Nossa dívida pública está em 40% do PIB e temos US$ 300 bi de reservas externas, enquanto na Europa, nos Estados Unidos e em muitos países esta dívida é de duas ou três vezes o PIB.
Nossa inflação continua dentro da meta e da banda (2% para cima ou para baixo), estamos crescendo e criando empregos. E mesmo as nossas balanças comercial e de pagamentos estão sendo financiadas pelo ingresso de capitais.
Nada ameaça nosso crescimento e nada justifica a histeria com relação à inflação e as nossas dívida e contas públicas - nervosismo tão bem expresso pela mídia, como a capa da VEJA desta semana e pelo Estadão que dava quase todo o seu caderno de Economia deste domingo ao assunto.
Pagamos o preço da grande crise 2008-2009
Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 06:05, por: CdB