Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Pagamento extra de R$ 25 mil aos congressistas gera protestos no RJ

Sábado, 17 de Janeiro de 2004 às 11:49, por: CdB

Um movimento contra o pagamento de R$ 25 mil extras aos deputados e senadores, por causa da convocação extraordinária do Congresso Nacional, e pela redução do recesso parlamentar de 90 para 45 dias foi lançado hoje no Rio de Janeiro.

Os organizadores querem estimular os cidadãos de todo o País a telefonarem e escreverem para os parlamentares pedindo que devolvam os R$ 25 mil, que serão depositados nas contas bancárias na próxima quarta-feira. Foram divulgados os números de telefones para que os eleitores façam ligações gratuitas para o Congresso e deixem mensagens. Na Câmara, o número é 0800619619 e no Senado, 0800612211.

Os manifestantes também explicaram como funcionam os aerogramas que podem ser enviados de graça e são encontrados nas agências dos Correios. Ele sugeriram a seguinte mensagem: "Senhor congressista, vote a diminuição do recesso e não embolse os R$ 25 mil extras, pois nós não somos bestas. Vamos nos lembrar na hora de votar!".

O movimento recebeu apoio do deputado federal Chico Alencar (PT-RJ). Um grupo de parlamentares petistas quer pressionar os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, João Paulo Cunha (PT-RJ), a colocarem na pauta da convocação extraordinária a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz o recesso parlamentar.

- Recesso de 90 dias não bate com a realidade, é anacrônico, absurdo. O poder público é sustentado pelo contribuinte - disse Chico Alencar.

O petista considera absurdo também o pagamento de R$ 25 mil, além do salário mensal de R$ 12.720. Na convocação extraordinária de julho do ano passado, alguns parlamentares doaram os jetons para instituições sem fins lucrativos e para o programa Fome Zero.

-A convocação extraordinária não deverá ter resultados positivos, mas tem uma vantagem: demonstra que, pelo nível de importância que o Legislativo tem hoje no Brasil, é insustentável recesso de três meses. Temos obrigação de discutir e votar a redução do recesso. Sequer colocar na pauta é um escândalo. Há interesses inconfessáveis e forças ocultas, mas vamos mostrá-los. O PT tem que assumir como uma questão de honra - declarou Alencar.

A convocação começa amanhã e vai até o dia 13 de fevereiro, com 20 dias úteis de trabalho. Atualmente, o recesso parlamentar vai de 15 de dezembro a 15 de fevereiro e depois de 1º a 31 de julho. A proposta de redução prevê recesso entre os dias 15 de dezembro e 15 de janeiro e entre 15 e 30 de julho.

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