Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Paes diz que Lily Marinho "era a cara do Rio"; para Cabral, "ela unia o Rio a Paris"

O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, compareceram na manhã desta quinta-feira ao velório de Dona Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo.

Quinta, 06 de Janeiro de 2011 às 10:45, por: CdB
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O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, compareceram na manhã desta quinta-feira ao velório de Dona Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo. Na chegada, o governador prestou condolências e falou sobre Lily.: - Tenho a lembrança de uma mulher elegante no estilo de ser. Uma mulher educada, que se apaixonou novente depois da maturidade, que tinha amor pelas artes. Ela fazia a união do Rio com Paris. Era muito humana, solidaria -, disse o governador. O prefeito expressou sua opinião sobre ela: - Ela é a cara do Rio. Se você pensar em uma pessoa, ela era filha de francês com inglês, nasceu na Alemanha e casou com um carioca. Ela sintetizava o que era o Rio. O Brasil perdeu uma grande dama, uma senhora fantástica. Ela era símbolo do Rio. Lamento muito o falecimento dela -, afirmou Paes, que chegou sozinho no velório. Homenagens Lily recebeu coroa de flores de Xuxa, Mariana Ximenes, do governador de SP Geraldo Alckmin, da presidente Dilma Rousseff e de Angélica e Luciano Huck. A viúva de Roberto Marinho ainda recebeu a homenagem de diversos atores: - Nossos encontros, apesar de poucos, sempre foram muito intensos. Uma pessoa tão generosa, ligada à cultura e à arte", disse a atriz Nicette Bruno. - Não podíamos deixar de vir prestar nossa homenagem -, completou Paulo Goulart que chegou acompanhando de sua esposa Nicette. A atriz Marília Pera também descreveu Lily como uma mulher educada: - Ela era linda, delicada, elegante, só palavras boas e de carinho. Ela foi o grande amor do meu patrão. Uma senhora muito educada. Achei que ela viveria uns 140 anos. Levei um susto quando soube -, disse Marília Pera. Embaixadora da Boa Vontade Lily, 89 anos, era Embaixadora da Boa Vontade da Unesco, e foi internada, com infecção respiratória, no dia 13 de dezembro, na Clínica São Vicente, na Gávea. Ela morreu às 20h05m desta quarta-feira na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de falência múltipla de órgãos. Lily deixa um filho e quatro netos, Philippe, Gabriela, Anthony e João Victor. Lily Marinho desenvolveu projetos sociais e era apaixonada pelas artes. Filha única da francesa Jeanne Bergeon e do militar britânico John Lemb, Lily Marinho foi criada em Paris. Aos dezessete anos, ficou noiva do jornalista e fazendeiro brasileiro Horácio Gomes Leite de Carvalho Filho. Chegou ao Rio de Janeiro um ano depois, contrariando o pai e sendo apoiada pela mãe. Lily e Horácio tiveram um filho, Horácio de Carvalho Junior, e viveram quarenta e cinco anos juntos. Entretanto, em 1966, Horacinho morreu em um acidente de carro aos vinte e seis anos, em companhia da cantora Sylvia Telles. Sete meses depois, aconselhada por sua amiga Sarah Kubitschek, Lily adotou um bebê, João Baptista. Foi após seu segundo casamento em 1991, com o jornalista Roberto Marinho, que Dona Lily, como era chamada, tornou-se uma figura nacionalmente reconhecida. Eles se conheceram em 1942, na fazenda do empresário em Cosme Velho, quando a socialite ainda era casada com seu primeiro marido. O casamento com Roberto Marinho Marinho apaixonou-se à primeira vista por Lily, mas omitiu o sentimento até a morte de Horácio, em 1983. Os detalhes deste primeiro encontro, tais como sua roupa, jóias e o jeito de cruzar as mãos, foram contados mais tarde à Lily pelo próprio Roberto, que se separou de sua segunda esposa, Ruth Albuquerque. Em maio de 2008, Lily Marinho decidiu colocar jóias, obras de arte (incluindo quatro telas de Portinari), móveis, entre outros bens, a leilão, para evitar disputas entre seus herdeiros: o filho adotivo João Baptista, os quatro netos e quatro ex-noras. Seu retrato feito por Kees van Dongen foi vendido pela Sotheby's por 685 mil dólares.
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