Nessasegunda-feira (11), República Dominicana se viu parada. Uma greve geral,convocada pelo Fórum Social Alternativo (FSA), paralisou quase 100% dasatividades laborais do país. Ontem (12), padre Regino Martínez, do ServiçoJesuíta a Refugiados e Migrantes (SJRM), em análise sobre o episódio, chamouatenção para a falta de interesse das autoridades no campo social.
"Étriste, temeroso e, talvez, frustrante para os empobrecidos que sofrem apolítica fundo monetarista de preços, sem reacomodação salarial, ter que chegarà greve contra as autoridades para que estas saibam das difíceis condições emque eles estão vivendo pela surdez, indolência e indiferença dos Ministros deseu gabinete”, desabafou.
Emsua análise sobre a paralisação de 24 horas na República Dominicana, Martínezdestacou que as autoridades do país não estão empenhadas em "resolver averdadeira situação dos cidadãos/ãs”. Para ele, isso fica evidente no descasocom saúde, educação e serviços de energia. Exemplo da falta de interesse dosgovernantes pode ser visto no hospital Matías Ramón Mella, localizado na provínciade Dajabón.
Deacordo com denúncia do padre jesuíta, o centro de saúde está há quatro mesessem receber auxílios econômicos. "Sabe-se que há coisas que são necessárias, noentanto, as prioritárias, sobretudo aquelas como saúde, alimentação, educação eos serviços de água e eletricidade e de segurança pública devem estar adiantede gastos que fazem garantir a reprodução do Governo, mas não da mudançaexistencial da população dominicana”, ressaltou.
Martíneztambém chamou atenção para a questão elétrica na República Dominicana, como osapagões e as altas nos preços da energia, problemas que prejudicam desde oscomerciantes às donas de casa e consumidores em geral. "Eu penso que o governoganha mais não oferecendo o serviço elétrico, no entanto, ocorre que cadasemana aumentam o preço do gás e juntamente com ele o custo de todos osprodutos que se adquirem em uma mercearia”, observou.
Naopinião dele, as altas dos preços só beneficiam empresários e grandescomerciantes. Enquanto isso, os mais pobres continuam marginalizados a sofrer."Por isso, quero concluir com esta ideia a partir desta reflexão que escrevi: ossetores marginalizados e os empobrecidos não agradam ao Governo e seusfuncionários, então, o único caminho contra a escassez é a via que favorece ariqueza de muitos (as) empresários (as)”, finaliza, observando que aparalisação de segunda-feira representou uma prévia do cenário político para aseleições presidenciais do próximo ano.
ParalisaçãoNacional
Milharesde trabalhadores e trabalhadoras da República Dominicana aderiram à convocaçãorealizada pelo Fórum Social Alternativo (FSA) para uma paralisação geral naúltima segunda-feira (11). Quase 100% das atividades laborais do país ficaramparadas por 24 horas.
Dentreas demandas, destacaram-se: derrubada da reforma fiscal, fim dos apagões,aumento de 35% nos salários, fim do aumento do preço da energia elétrica e dosimpostos, e transparência na execução da Lei de Hidrocarbonetos.
foto: Serviço Jesuíta