Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Padre nega ter espionado João Paulo II

Um padre polonês acusado de espionar o papa João Paulo II disse que havia pego dinheiro dado por um suposto agente do serviço secreto, mas negou que tenha sido um espião. Uma agência estatal polonesa que revisava arquivos da era comunista disse que o padre Hejmo passava informações sobre o pontífice nos anos 1980. (Leia Mais)

Sexta, 29 de Abril de 2005 às 05:45, por: CdB

Um padre polonês acusado de espionar o papa João Paulo II disse que havia pego dinheiro dado por um suposto agente do serviço secreto, mas negou que tenha sido um espião.

- Nunca fui um agente. Podem me chamar de bobo ou ingênuo, mas não de espião - afirmou Konrad Hejmo na edição desta sexta-feira do jornal italiano La Repubblica.

Uma agência estatal polonesa que revisava arquivos da era comunista disse que Hejmo passava informações sobre o pontífice nos anos 1980. O padre era responsável pelos peregrinos poloneses que iam ao Vaticano e tinha acesso a João Paulo II.

Hejmo afirmou que um agente polonês sediado em Colônia, na Alemanha, havia visitado Roma pouco depois de João Paulo ter se tornado papa, em 1978, e conversado com diversos padres.

- Esse agente também me deu dinheiro através de padres - contou Hejmo ao La Repubblica, acrescentando que o agente havia morrido de câncer.

O padre não especificou por que achava que recebia o dinheiro e o o Vaticano não quis comentar o assunto.

O instituto que cuida e pesquisa os arquivos comunistas afirmou que tinha indícios de que Hejmo foi um informante consciente do serviço de segurança SB.

O SB tentou se infiltrar na Igreja nos anos 1980 devido ao apoio dela à oposição anticomunista, liderada pelo movimento Solidariedade.

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