Alexandre Padilha é, oficialmente, o candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo
No lançamento da candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado de São Paulo, sem a presença da presidenta Dilma Rousseff, o PT também realizou neste domingo o 18° Encontro Estadual do partido. A convenção foi realizada na quadra da Portuguesa e contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Eduardo Suplicy, que teve o nome oficializado para tentar a reeleição, além de outros militantes petistas. Mesmo com dificuldades de avaliação entre o eleitorado paulista, a presidenta Dilma cancelou a participação que faria no lançamento da candidatura de Padilha ao Palácio dos Bandeirantes.
A decisão surpreendeu e irritou o comando da campanha do ex-ministro que tem feito ampla divulgação do ato ressaltando a presença de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho do petista. A candidatura de Padilha, porém, custa a animar o eleitorado, aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 3%, atrás do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 44%, e Paulo Skaf (PMDB), com 21%, segundo pesquisa Datafolha.
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, é o principal objeto de desejo do PT na disputa pelos governos locais na eleição de outubro. O Estado é governado pelos tucanos há quase duas décadas e onde a rejeição a Dilma é maior que em outras regiões do país.
– Queridas amigas, queridos amigos, gosto de estar perto da militância, junto do povo, porque é com vocês que vamos ganhar essa eleição. Acredito que podemos transformar esse dia em uma dia especial para o Estado de São Paulo. Levarei com entusiasmo esse voto de confiança que vocês me deram – disse Padilha, durante seu discurso, em tom conciliador, no qual repudiou as agressões ao PT e garantiu que os militantes devem até "perdoar aquela grosseria que uma minoria fez com a presidenta Dilma".
Resposta aos tucanos
Presidente nacional do PT, Rui Falcão disse nesta manha, durante a convenção, que se os tucanos quiserem "varrer"o governo Dilma Rousseff do poder, eles antes terão que "mover a maioria dos brasileiros". O discurso foi uma resposta ao candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves que, na véspera, em sua convenção nacional, disse que "um tsunami" iria varrer o PT do Planalto. Aécio disse que a gestão petista não tem se mostrado "digna" de atender às demandas da sociedade. Segundo o tucano, não há mais uma "brisa" de mudança no ambiente político, mas uma "ventania".
– Um tsunami vai varrer do governo aqueles que não têm se mostrado dignos de atender as demandas da sociedade – disse o senador mineiro.
"Eles falaram em tsunami, mas eles sabem que para varrer o PT do mapa antes tem que um mover a maioria do povo para trás", respondeu o petista. Falcão falou num tom mais ameno do que o habitual. Disse que queria conversar com os militantes e pediu que eles se empenhassem nas eleições de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo e de Dilma, novamente, ao Planalto.
– Eles não gostam do povo. Mas contra o ódio nós vamos jogar esperança, a mesma esperança que venceu o medo – afirmou, em referência à primeira eleição de Lula, em 2002, que teve esse mote.
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