Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Padilha diz que parecer da AGU sobre patente de remédio define papel da Anvisa no processo

Terça, 25 de Janeiro de 2011 às 14:10, por: CdB

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25/01/2011Padilha diz que parecer da AGU sobre patente de remédio define papel da Anvisa no processo

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (25) que o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) no processo de concessão de patentes de medicamentos foi devidamente esclarecido com o parecer emitido pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o tema, no último dia 7.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, definiu que é responsabilidade do Inpi, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a decisão final no processo de concessão de patente de um remédio. Dentro do processo, cabe à Anvisa analisar a segurança e eficácia do produto. O parecer encerrou um debate iniciado há mais de cinco anos. Há interpretação de que a decisão limita o poder da vigilância sanitária no processo.

“O parecer faz a interpretação da lei e não cabe a gente questionar a interpretação da lei que a AGU fez. Estabelece melhor a competência do Inpi e da Anvisa para agirem de forma conjunta”, afirmou Padilha, em encontro com jornalistas.

Uma medida provisória, de 1999, permitiu que a Anvisa passasse a participar do processo de concessão de patentes de remédios. Além do quesitos relacionados à saúde, a agência passou a opinar também em outras questões, podendo interromper a concessão de uma patente farmacêutica. Com o parecer da AGU, a Anvisa atuará somente nas questões relacionadas aos efeitos produzidos na saúde da população.

Para Marcelo de Siqueira Freitas, procurador-geral federal e um dos responsáveis pela elaboração do parecer, a decisão não restringe a atuação da Anvisa. “Não considero que há limitação. O parecer deixa claro que a Anvisa tem ainda a possibilidade de apresentar subsídios para auxiliar o Inpi”, afirmou à Agência Brasil, acrescentando que o parecer final reitera decisões anteriores da AGU.

Segundo o procurador, a decisão da AGU deve facilitar a conclusão de processos de patentes parados, por conta da indefinição de atribuições. Em nota, a Anvisa nega uma disputa com o Inpi pelo poder de concessão de patentes de medicamentos. Segundo a agência, o parecer da AGU “mantém o entendimento anterior de que a Anvisa e o Inpi possuem atividades distintas, no que concerne à análise de concessão de patentes, exigindo destes órgãos uma sinergia para que a análise de patentes atenda às necessidades do país”.

Edição: Lana Cristina

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