Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Paço Imperial apresenta mostra de Henry Moore

Quarta, 20 de Julho de 2005 às 12:02, por: CdB

O Paço Imperial do Rio de Janeiro apresenta, até 18 de setembro, o universo monumental do escultor britânico Henry Moore (1898-1986).  São 239 obras - entre 117 esculturas, 72 desenhos e 50 gravuras, produzidas de 1920 a 1980 - que fazem a retrospectiva do trabalho do artista.

Henry Moore é artista com produção prolífica, tendo criado cerca de 12 mil esculturas e sete mil desenhos. A retrospectiva faz panorama de todas as fases do escultor, a partir do acervo da fundação que leva seu nome na Inglaterra. A curadoria da mostra <i>Henry Moore - Uma retrospectiva/Brasil 2005<i/> é de David Mitchinson e de Anita Feldman Bennet, parte da cúpula da Henry Moore Foundation, que vieram ao Brasil para acompanhar todo o processo de montagem da exposição.

Entre os principais temas abordados pelo artista, são as cabeças a escolha estilística para dar evolução na mostra. Porém Moore, artista apaixonado pelas formas orgânicas (colecionador de ossos, conchas e pedras, por exemplo), também tratou com abrangência figuras reclinadas, guerreiros, animais e mulheres - um de seus temas preferidos.

Outro elemento sempre presente na retrospectiva é o da relação entre mãe e filho, que para o artista se assemelhava à relação entre escultor e obra, do grande para o pequeno. Essa proporção, aliás, Moore conseguiu inverter ao longo de sua carreira, quando passou a conceber as esculturas como se fossem maquetes para grandes monumentos.

Hoje, uma série de obras de Henry Moore exercem essa função em espaços públicos, como na Tate Gallery (Londres), no Parlamento Britânico e na National Gallery (Washington D.C., nos EUA), sem falar nas que estão espalhadas pelos campos da Henry Moore Foundation, na cidade de Perry Green (Inglaterra).

O processo de criação de Moore sempre envolveu mais de uma etapa artística. Os desenhos que fazia em seu caderno podiam se transformar em esculturas, e depois serem transportados para uma gravura. O escultor gostava de testar um grupo de idéias em espaço bidimensional, para ver se poderiam ser transformadas em obras de três dimensões, por exemplo _um fenômeno que pode ser testemunhado na exposição.

O Paço Imperial fica na Praça 15 de Novembro, nº48 - Centro. Horários: terça a domingo, das 12h às 18h. Informações: (21) 2533-4407

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