Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Pacientes não sabem que têm problemas na tireóide

Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo têm problemas na tireóide. Muitas delas, no entanto, não sabem disso por falta de informação sobre os sintomas e sobre os impactos das disfunções tireoideanas. (Leia Mais)

Terça, 02 de Junho de 2009 às 10:41, por: CdB

Cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo têm problemas na tireóide. Muitas delas, no entanto, não sabem disso por falta de informação sobre os sintomas e sobre os impactos das disfunções tireoideanas, que atingem de cinco a oito vezes mais as mulheres do que os homens.

A tireóide é uma glândula endócrina situada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do chamado “pomo de adão”, tem forma comparada à de uma borboleta e pesa pouco mais de 20g, sendo facilmente palpável.

A tireóide participa da regulagem do metabolismo e do funcionamento de praticamente todos os órgãos.

Dois hormônios produzidos na tireóide – a tiroxina e a tri-iodotironina – controlam, juntos, a velocidade com que o organismo queima energia e a velocidade com que acontecem todas as reações do nosso corpo.

A glândula precisa funcionar bem, já que o aumento ou a diminuição na quantidade de hormônios tireoideanos pode causar o desequilíbrio, levando a complicações como ataques cardíacos, derrame, infertilidade e até aborto.

O hipotireoidismo é o distúrbio mais comum relacionado à tireóide, acometendo de 1 a 3 % da população. A doença ocorre quando há diminuição da produção e/ou da secreção dos hormônios tireoideanos, resultando em uma desaceleração generalizada do metabolismo corporal.

Pessoas com hipotireoidismo podem se sentir cansadas facilmente, deprimidas, ganhar peso inexplicavelmente, ter dor nas articulações, câimbras, períodos menstruais irregulares, queda de cabelo, prisão de ventre, unhas quebradiças, perda de libido, sonolência durante o dia ou insônia, entre outros sintomas.


Já o hipertireoidismo ocorre quando há um aumento da produção e/ou da secreção dos hormônios tireoideanos, podendo causar agitação, insônia, alteração de humor, queda de cabelo, diarréia, perda de peso e unhas enfraquecidas.

O aumento da região do pescoço, também conhecido como bócio, pode ou não ser observado tanto no hipo quanto no hipertireoidismo.

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