O secretário de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, acredita que mais de 130 mil empregos sejam gerados no estado durante o período de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em diversos setores.
Nesta quarta-feira, o secretário se reúne com representantes da Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado) para iniciar o processo de análise de perfil da população de cada comunidade carente beneficiada pelo programa.
- Precisamos qualificar as pessoas para ocuparem as futuras vagas de emprego. Ao estudarmos o perfil dos moradores dessas comunidades, iremos identificar quais cursos de capacitação profissional precisamos oferecer nessas regiões. Pretendemos implantar também o microcrédito para gerar empreendedores. Queremos qualificar a população também para o pós-obra, e garantir empregos permanentes – afirmou Sabino.
Na próxima semana, os secretários de Trabalho, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, além do presidente da Emop, Ícaro Moreno, irão a Medellín, na Colômbia, observar as ações sociais desenvolvidas na região. O objetivo é unir as experiências do local e do Rio de Janeiro, adotando medidas para melhorar as condições de vida da população carente do Estado.
Segundo Sabino, a construção civil será o setor que mais irá oferecer oportunidades de emprego em dois anos. - Vamos ter oportunidades principalmente na Companhia Siderúrgica do Atlântico e no novo Posto do Açu, localizado em Quissamã, na Região Norte Fluminense, além de outras localidades – detalhou.
A Secretaria de Trabalho vai se integrar ao projeto de urbanização, desenvolvido pelo governo do Estado com recursos do PAC, e implantará Centros de Oportunidades Geração de Emprego e Renda dentro do plano de obras das favelas. A proposta prevê a construção de três unidades nos complexos do Alemão, uma na Rocinha, uma em Manguinhos e uma no Morro do Proventório, em Niterói.
- Terão chances portadores de necessidades especiais e pessoas que buscam o primeiro emprego. Vamos gerar vagas de trabalho e renda, por meio de intermediação de mão-de-obra, além da capacitação profissional e microcrédito produtivo – explicou.
O secretário ainda informou que pesquisas serão feitas em várias comunidades para avaliar escolaridade, formação profissional e níveis de formalidade e informalidade, identificando as necessidades de cada área. Após o estudo, serão criados os cursos de capacitação mais adequados. Já os centros de oportunidades serão equipados com oficinas e salas de aula, além de balcão de empregos.