O ouvidor Agrário Nacional, Gercino Silva, defendeu há pouco a criação de órgãos especializados em conflitos agrários como forma de reduzir a violência no campo. “Não defendemos a federalização, mas a criação de varas agrárias federais e estaduais, de polícias agrárias, de ministério público agrário”, afirmou.
Anteriormente, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, tinha defendido a federalização desses crimes, que são considerados contra os direitos humanos.
De acordo com o ouvidor, entre as causas da violência no campo estão problemas como grilagem de terras públicas, impunidade e extração ilegal de madeira. Embora seja o estado com maior número de mortes de trabalhadores rurais, o Pará hoje é o mais bem preparado para resolver as “questões agrárias”, porque tem todo um aparato montado para isso, sustentou Gercino Silva.
Organizada pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania e de Direitos Humanos e Minorias, a audiência ocorre no Plenário 1.
Continue acompanhando a cobertura desse evento.
Tempo real:16:19 - Presidente da Ajufe defende federalização de crimes contra direitos humanos15:41 - Movimento Camponês: só trabalhadores que lutavam por justiça foram punidos15:26 - Presidente da CPT: violência no campo não diminuirá sem reforma agráriaReportagem – Maria NevesEdição – Regina Céli Assumpção