Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Otimista quanto à CPMF, Mantega articula com governadores

Ministro da Fazenda, Guido Mantega voltou a dizer, nesta terça-feira, que está confiante na aprovação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), prevista para ser votada quarta-feira, no Senado. (Leia Mais)

Terça, 11 de Dezembro de 2007 às 09:24, por: CdB

Ministro da Fazenda, Guido Mantega voltou a dizer, nesta terça-feira, que está confiante na aprovação da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), prevista para ser votada quarta-feira, no Senado. Segundo o ministro, o maior prejudicado, se a proposta não for aprovada, será a população de baixa renda, já que "o acréscimo de recursos para a saúde será inviabilizado, e os investimentos para os programas sociais serão afetados".

– Acredito que vai prevalecer o bom senso dos senadores. Todos sabem da importância da CPMF para a saúde, para a previdência e para o Bolsa Família. Quem será prejudicado sem a aprovação da CPMF é a população de baixa renda – afirmou o ministro.

Mantega disse que, caso a CPMF não seja aprovada ainda neste ano, levará muito tempo para aprovar uma nova emenda à Constituição, causando um prejuízo "muito grande".

– Não será (um prejuízo) de R$ 40 bilhões, mas poderá ser de R$ 30 bilhões, o suficiente para fazer um estrago no orçamento – afirmou.

Apoio dos governadores

Sob o comando de Mantega, a batalha pela prorrogação da CPMF ocorrem nos pontos mais distantes do país. Em Rondônia, o governador de Rondônia, Ivo Cassol, disse nesta terça-feira que está tentando convencer o senador Expedito Junior (PR-RO) a reverter a posição dele, contrária à prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

– Estou trabalhando junto com a nossa base no Estado e também tentando convencê-lo, para que ele contribua e ajude na (aprovação da prorrogação) CPMF. Por mais que eu tenha amizade com ele, a decisão é dele. Não tenho o direito de exigir, mas como parceiro tenho a missão de simplesmente tentar convencê-lo – afirmou.

Quanto aos outros demais senadores do Estado, Cassol disse que, embora tenha amizade e acesso a eles, não se sente à vontade para tentar o convencimento. Para ele a prorrogação do imposto do cheque será aprovada, mas os recursos deveriam ir integralmente para a saúde. Cassol fez as declarações ao sair do Ministério da Fazenda, onde foi discutir com Mantega a dívida do Banco do Estado de Rondônia (Beron). Segundo ele, seu objetivo não foi pedir anistia, mas uma revisão da dívida. O governador não revelou de quanto é a dívida.

Segundo o governador, o Estado já pagou mais de R$ 800 milhões em oito anos, para uma dívida que era de R$ 43 milhões, na época da intervenção pelo Banco Central . Para Cassol, “os dirigentes do Banco Central e os interventores deveriam estar todos na cadeia”, porque cometeram uma série de irregularidades e o povo de Rondônia ficou a dívida..

Cassol revelou que, antes da intervenção, a dívida do Beron era de R$ 43 milhões e, depois que os interventores deixaram o banco esse débito passava de R$ 500 milhões. Ele acrescentou que o banco deveria ser fechado em 1996 e isso só aconteceu em 1999.

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