Aumentou a confiança na economia da zona do euro
O otimismo sobre a economia da zona do euro melhorou mais do que o esperado em março, uma vez que a confiança do consumidor europeu registrou sua alta mensal mais forte em quase cinco anos. Dados da Comissão Europeia divulgados nesta sexta-feira mostraram que a confiança no bloco de 18 países aumentou para 102,4, ante 101,2 registrados em fevereiro, ultrapassando as expectativas do mercado de uma leitura de 101,4.
Os dados significam que a confiança dos consumidores melhorou muito este ano, ficando acima de sua média de longo prazo pela primeira vez desde julho de 2011. O clima de negócios na economia de 9,5 trilhões de euros ficou em 0,39 em março, ante 0,36 em fevereiro, segundo os dados. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters viam a leitura em 0,40 no mês de março.
Outro dado positivo foi a notícia de que a economia da Grã-Bretanha cresceu 0,7% no quarto trimestre do ano passado em comparação com o trimestre anterior, confirmou nesta sexta-feira a Agência para Estatísticas Nacional. Em relação ao quarto trimestre de 2012, a economia mostrou expansão de 2,7%. Economistas não esperavam alteração em relação à projeção anterior da agência.
Já a expansão do Produto Interno Bruto para todo o ano de 2013 foi revisada para 1,7%, ante estimativa anterior de 1,8%. A agência também informou que o setor de serviços britânico começou 2014 de forma sólida, crescendo 0,4 por cento em janeiro.
Rússia e Ucrânia
Para destoar das boas notícias, o ministro alemão da Economia, Sigmar Gabriel, disse que "não há uma alternativa razoável" para as importações de gás natural russo, e que é improvável que a Rússia interrompa o fornecimento por causa da crise sobre a Ucrânia, segundo publicação em um jornal alemão nesta sexta-feira.
– Mesmo nas horas mais sombrias da Guerra Fria, a Rússia respeitou seus contratos – disse Gabriel, que também é ministro de Energia e vice-chanceler, para um fórum sobre energia, segundo o jornal Neue Osnabruecker Zeitung.
A maior economia da Europa é muito dependente do gás da Rússia, que representou cerca de um terço de suas importações de gás no ano passado, segundo dados da BDEW. As principais companhias de energia da Alemanha, a E.ON e a RWE, recebem a maior parte do gás que utilizam da estatal russa produtora de gás Gazprom.
A anexação russa da região da Crimeia e sua ameaça de cortar o fornecimento de gás à Ucrânia, uma rota de trânsito para o resto da Europa, levou líderes europeus a considerarem estratégias para limitar a dependência do bloco da Rússia. Segundo o jornal, Gabriel também disse ao fórum que o plano europeu, já arquivado, de construir o gasoduto do Mar Cáspio para fornecer gás natural e tornar a Europa menos dependente da Rússia, não era uma opção séria para assegurar a segurança energética, já que o Irã estaria "na ponta do gasoduto".
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