Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Otan promove troca de comando no Afeganistão

Segunda, 18 de Julho de 2011 às 05:36, por: CdB

O general David Petraeus, comandante norte-americano das forças da Otan no Afeganistão, transmitiu seu cargo nesta segunda-feira a outro general estadunidense, John Allen. A cerimônia de entrega do comando ocorreu em Cabul poucas horas após o atentado que resultou na morte de um importante assessor do presidente afegão, Hamid Karzai.O general Petraeus parte do Afeganistão depois de passar um ano na liderança da coalizão agressora. Ele agora dirigirá a famigerada Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), onde substituirá Leon Panetta, que, por sua vez, foi nomeado secretário de Defesa. No imperialismo militarista norte-americano é assim: os oficiais das forças armadas alternam funções de comando em missões agressivas contra outros países com chefias de agências de espionagem.

Petraeus deixa o país em um momento crítico para o processo de ocupação imperialista no Afeganistão, após o lançamento no domingo do processo de "transição" mediante o qual a Otan transmitirá progressivamente a responsabilidade pela segurança do país às forças afegãs.

A coalizão já iniciou a retirada gradual de suas tropas até 2014. Mas nada garante que o prazo será cumprido e não sejam invocados futuramente pretextos para prolongar a ocupação militar do Afeganistão.

Cerca de 130 mil militares da Otan estão engajados na ocupação militar do Afeganistão numa luta inglória em que se excedem em desmandos e crimes contra o povo afegão e a soberania do país centro-asiático.

David Petraeus é considerado o artífice da estratégia do imperialismo norte-americano no Iraque, onde chegou a promover um reforço do contingente de 30 mil soldados. Recentemente, foi desautorizado pelo presidente Barack Obama.

A Otan garante ter detido o avanço dos talibãs em seus bastiões do sul do Afeganistão. No entanto, especialistas respondem que os talibãs estão longe de ter sido vencidos nas regiões meridionais, e destacam que a insurreição ganhou força em seus bastiões do leste e segue avançando no resto do país.

A ONU anunciou na semana passada que 1.462 civis morreram nos primeiros seis meses de 2011, 15% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Da redação, com agências.

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