Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

OTAN investiga queda de helicóptero que matou 38 no Afeganistão

Domingo, 07 de Agosto de 2011 às 07:47, por: CdB

OTAN investiga queda de helicóptero que matou 38 no Afeganistão

Por Michelle Nichols

CABUL, 7 de agosto (Reuters) - Forças estrangeiras no Afeganistão investigavam neste domingo a queda de um helicóptero que deixou 30 soldados americanos, sete afegãos e um intérprete mortos, no pior acidente isolado com tropas estrangeiras em uma década de guerra. Acredita-se que o helicóptero tenha sido derrubado.

O Talibã rapidamente alegou ter derrubado o helicóptero com uma granada lançada por foguete, embora o grupo militante islâmico frequentemente exagere quando se trata de incidente envolvendo tropas estrangeiras ou cujos alvos são autoridades do governo afegão.

Em Washington, uma autoridade do governo norte-americano disse que o helicóptero pode ter sido derrubado. O Pentágono e a Força de Assistência de Segurança Internacional no Afeganistão, liderada pela OTAN, afirmaram que a causa do acidente estava sendo investigada.

A queda e o grande número de vítimas aconteceu duas semanas depois que as forças de segurança começaram a passar a responsabilidade pela segurança no Afeganistão a tropas e a policiais afegãos --operação que deve ser concluída até o fim de 2014. Também ocorre em um momento de crescente inquietação com uma guerra cada vez mais impopular e custosa.

O Chinook caiu no centro da província de Maidan Wardak, a oeste da capital Cabul, na noite de sexta-feira.

Uma autoridade norte-americana disse que algumas das vítimas pertenciam à equipe 6 SEAL das forças especiais da Marinha dos Estados Unidos --a unidade que matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em maio, no Paquistão, mas que nenhum dos mortos havia participado da operação Bin Laden.

O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse em um comunicado no sábado que os Estados Unidos permaneceriam "no rumo" para completar a missão no Afeganistão, um sentimento ecoado pelo secretário geral da OTAN, o general Anders Fogh Rasmussen.

Reuters

Tags:
Edições digital e impressa