Otan e Reino Unido acreditam em mais aviões para ataques à Líbia
Por Adrian Croft e David Brunnstrom
BERLIM (Reuters) - O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, e a Grã-Bretanha expressaram otimismo nesta sexta-feira quanto às chances de os aliados da Otan fornecerem mais aviões de combate para a missão na Líbia, mas a Itália excluiu a possibilidade de ordenar que seus aviões abram fogo.
"Recebemos indicações de que os países fornecerão o que for preciso. Tenho a esperança de que consigamos os equipamentos necessários no futuro muito próximo", disse Rasmussen em coletiva de imprensa durante reunião de chanceleres da Otan em Berlim.
França e Grã-Bretanha estão exortando outros aliados da Otan a fornecer mais aviões capazes de atingir as forças terrestres do líder líbio Muammar Gaddafi, depois de os EUA terem reduzido sua participação na operação. Os rebeldes líbios querem uma atuação mais agressiva da Otan.
Até agora os EUA e os aliados europeus da Otan vêm rejeitando os chamados da França e Grã-Bretanha para fazerem uma contribuição mais ativa.
"Tenho a esperança de que mais equipamentos de ataque serão disponibilizados para a Otan", disse o chanceler britânico William Hague, que vem fazendo lobby junto a outros aliados da Otan para fornecer mais aviões de combate, depois de reunir-se com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
A Itália, vista como candidata chave para aumentar o poder de fogo da Otan, imediatamente excluiu a possibilidade de ordenar que seus aviões abram fogo.
Roma disponibilizou bases aéreas para as forças da Otan e contribuiu para a missão com oito aviões, mas apenas para reconhecimento e monitoramento.
"A linha que está sendo seguida atualmente pela Itália é a correta, e não estamos pensando em mudar nossa contribuição para as operações militares na Líbia", disse a repórteres em Roma o ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa.
Representantes da Otan dizem que faltam à aliança cerca de dez aviões para ataques aéreos. Um funcionário francês citou a Itália, Espanha, Holanda e Suécia como países que poderiam fazer mais.
Na quinta-feira a Espanha declarou que não tem planos para juntar-se aos sete dos 28 membros da Otan que têm participado dos ataques aéreos.
Hague disse que os EUA e a Grã-Bretanha coincidem em sua visão dos equipamentos militares adicionais necessários para a missão na Líbia.
"É claro que discutimos alguns detalhes específicos sobre o que vamos fazer, mas não entrarei em detalhes sobre isso no momento", disse o chanceler britânico, aludindo a suas discussões com Hillary Clinton.
Os rebeldes líbios vêm pedindo mais ataques aéreos, dizendo que enfrentam um massacre causado pelos ataques de artilharia das forças do governo na cidade cercada de Misrata.
Reuters