Ministros das Relações Exteriores dos países da Otan (a aliança militar da Atlântico Norte) estão se encontrando em Madri, na Espanha, para discutir o novo papel da organização no combate ao "terrorismo internacional". O encontro de dois dias foi aberto pelo secretário-geral do órgão, o britânico George Robertson. Os chanceleres dos países devem discutir os projetos para tomar o controle da força de paz no Afeganistão e para oferecer ajuda aos soldados da força de paz polonesa no Iraque. - Mais uma vez a Otan é convocada a mudar, a enfrentar novos desafios - disse Robertson na abertura do encontro. Autoridades dizem que vêem as duas missões, no Iraque e no Afeganistão, como um sinal de que a aliança está avançando além de suas fronteiras para confrontar ameaças à segurança internacional. Na véspera do encontro, os 19 governos dos membros da Otan anunciaram planos pra ajudar a Polônia a montar uma força multinacional de manutenção da paz com 7 mil pessoas no centro do Iraque a partir de agosto. A Otan deve fornecer ajuda estratégica aos poloneses, nas áreas de inteligência, de comunicações e de transportes, entre outras. É a primeira intervenção da organização no Iraque desde que seus membros se dividiram quanto à ação dos Estados Unidos no país. Em fevereiro, pouco antes da guerra, França e Alemanha lideraram a oposição à intervenção militar no Iraque dentro da organização. A decisão de ajudar os poloneses no Iraque ocorreu depois que a Otan já tinha decidido assumir a força internacional de 5 mil pessoas em Cabul a partir de agosto - a primeira operação da aliança fora da Europa ou da América do Norte. As autoridades da Otan dizem que essas missões mostram a relevância da organização, criada para combater a então União Soviética durante a Guerra Fria, na "nova era de terrorismo e de armas de destruição em massa".
Otan discute seu papel contra o terrorismo
Terça, 03 de Junho de 2003 às 20:35, por: CdB