Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2026

Otan avalia intervenção armada na Líbia mas franceses votam contra

Embaixadores dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reuniram-se nesta quarta-feira, no quartel central em Bruxelas, para avaliar uma possível intervenção na Líbia. Inglaterra e Estados Unidos pressionam para intervir na situação na Líbia, mas “não há consenso no seio da Otan para o recurso à força”, reconheceu na véspera o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates.

Quarta, 02 de Março de 2011 às 06:06, por: CdB
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Embaixadores dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reuniram-se nesta quarta-feira, no quartel central, para avaliar uma possível intervenção na Líbia. Inglaterra e Estados Unidos pressionam para intervir na situação na Líbia, mas “não há consenso no seio da Otan para o recurso à força”, reconheceu na véspera o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates. A França mostrou-se contrária a uma intervenção armada. – Não sei qual será a reação da rua árabe, das populações árabes ao longo do Mediterrâneo se víssemos as forças da Otan desembarcar num território do sul-mediterrâneo penso que isso poderia ser extremamente contraproducente – declarou o chefe da diplomacia francês, Alain Juppé. Em termos práticos, a Aliança de 28 países tem os meios para estabelecer uma zona de exclusão aérea, apesar da complexidade e da exigência de meios para aplicar. Essa medida já foi tomada nos Balcãs, na Bósnia-Herzegovina a partir de 1992. Neste caso a Otan agia com um mandado da Organização das Nações Unidas (ONU) e só o poderia fazer na Líbia nas mesmas circunstâncias. O que parece complicado, tendo em conta as divisões do Conselho de Segurança. Face à degradação da situação na Líbia, os Estados Unidos e o Reino Unido poderiam, em teoria, decidir avançar sozinhos, contornando a ONU e a Otan, como no Iraque em 1991, após a primeira Guerra do Golfo. O risco seria criar uma crise diplomática internacional e reavivar a divisão transatlântica como nunca visto desde a invasão do Iraque em 2003.
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