Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Otan bombardeia quartéis-generais de Gaddafi na Líbia

A Otan voltou a bombardear alvos na capital líbia, Trípoli, na madrugada desta segunda-feira. Entre os diversos prédios que foram danificados estão edifícios pertencentes ao complexo militar do líder Muammar Gaddafi.

Segunda, 25 de Abril de 2011 às 06:05, por: CdB
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A Otan voltou a bombardear alvos na capital líbia, Trípoli, na madrugada desta segunda-feira. Entre os diversos prédios que foram danificados estão edifícios pertencentes ao complexo militar do líder Muammar Gaddafi. Não há informações sobre se ele se encontrava no complexo no momento dos ataques. Várias explosões – as mais fortes desde o início da intervenção internacional – foram sentidas no centro da capital, e o canal da televisão estatal ficou temporariamente fora do ar. Teriam sido atingidos o escritório do ditador e uma residência de hóspedes importantes, assim como prédio usado para conferências. Um porta-voz do governo líbio disse à emissora Al Jazeera que 15 pessoas ficaram gravemente feridas, além de outras 45 com menor gravidade. Ele falou de uma "tentativa de assassinato" contra Gaddafi. Retirada duvidosa Também na cidade de Misrata, importante foco de rebeldes, a aliança militar ocidental manteve seus ataques aéreos nesta segunda-feira, noticiou a emissora norte-americana CNN. Na véspera, houve novos conflitos armados na cidade no Mar Mediterrâneo, a 210 quilômetros de Trípoli, apesar de as tropas do governo haverem anunciado que se retirariam. Ainda de acordo com a CNN, um porta-voz de Gaddafi afirmou que a retirada estaria em andamento. No entanto, o Exército fora atacado pelos insurgentes, sendo forçado a se defender, alegou. Em contrapartida, os rebeldes supõem que, com a retirada, as tropas governamentais pretendam bombardear Misrata sem arriscar perdas próprias. Testemunhas oculares afirmam que no domingo dezenas de mísseis do Exército líbio atingiram a cidade. Senadores dos EUA pressionam Os insurgentes passaram a também receber ajuda do Kuwait, que doou o equivalente a 123 milhões de euros. O líder do governo de transição líbio, Mustafa Abdel Djalil, afirmou que a verba servirá para pagar salários de funcionários públicos. Até o momento, o Conselho Nacional de Transição foi reconhecido como governo legítimo da Líbia por França, Gâmbia, Itália e Qatar. Políticos de destaque dos Estados Unidos pressionam para que seu país se empenhe mais decididamente na guerra contra Gaddafi. O senador sem partido Joe Lieberman declarou: – Não consigo imaginar nada que proteja a população civil da Líbia mais do que a eliminação de Muammar Gaddafi. O republicano John McCain exigiu mais apoio aos rebeldes, a fim de evitar uma situação de impasse. O ex-candidato à presidência norte-americana acaba de visitar os insurgentes e os considera legítimos sucessores do governo na Líbia Revolta no Iêmen Dois manifestantes contrários ao governo iemenita foram mortos em confrontos distintos nesta segunda-feira, incluindo um morto a tiros em Ibb depois que seguranças à paisana abriram fogo para deter uma marcha de protesto, disseram fontes médicas. Outros 30 manifestantes ficaram feridos em Ibb, oito por tiros e o restante por pedras e cassetetes, afirmaram as fontes à Reuters. Um segundo manifestante foi morto na província de al-Baida, no sul do Iêmen. Em Taiz, 250 pessoas receberam tratamento após inalar gás lacrimogêneo e 50 ficaram feridas -- 25 por disparos e 25 por pedras, segundo as fontes médicas.
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