A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assinou nesta quinta-feira um contrato com um consórcio transatlântico liderado pela companhia norte-americana Northrop Grumman e pela européia EADS para desenvolver um sistema de vigilância chamado "olho no céu".
O sistema é considerado vital para uma nova força de reação rápida que a aliança militar está criando para poder enviar, num prazo de 5 a 30 dias, 20 mil homens para os locais tumultuosos do globo.
O contrato inicial é de cerca de 20 milhões de euros (26 milhões de dólares), mas o projeto completo está avaliado em quatro bilhões de euros.
A aliança disse em comunicado que assinou o contrato com um representante da Northrop Grumman em meio ao encontro de seus diretores de armamentos nacionais em seu quartel-general, em Bruxelas.
A aliança militar de 26 membros escolheu em abril do ano passado o consórcio Northrop-EADS para o projeto, chamado de Vigilância de Base da Aliança.
O grupo inclui ainda a General Dynamics Canada, a empresa francesa de defesa Thales, a espanhola Indra e a italiana Galileo Avionica.
O sistema, que a Otan quer pronto e operante em 2010, integrará uma tecnologia de radar em uma frota de aviões tripulados e não-tripulados, permitindo à aliança monitorar o que ocorre no solo durante períodos de paz e de guerra.
Um alto funcionário da Otan admitiu que houve alguns problemas para colocar o projeto em funcionamento, mas disse que a aliança se mantém comprometida com o prazo de 2010.
- O prazo de 2010 ainda é possível, apesar de não necessariamente para todas as aeronaves - disse o funcionário, que pediu anonimato.
A fase de desenvolvimento avaliará exatamente como construir o sistema. Funcionários da área de defesa dizem que o consórcio propôs usar cinco aviões A321 da unidade Airbus da EADS e sete Global Hawk da Northrop como sua base principal.