Por Haroldo Pacheco da Silveira Santos 02/06/2011 às 19:31
Sobre o enriquecimento rápido do ministro Palocci que não é impossível mas é muito suspeito.
Sobre segredo no sentido de discrição, aquele para proteger pessoas e instituições, não entendo muito. Por isso trato aqui de outros tipos de segredo.
Na Folha de São Paulo o Clóvis Rossi, mais cerebrocêntrico e mais ligado em informações que eu, publicou alguns dias atrás interessante artigo sobre o enriquecimento supostamente ilícito do ministro Palocci. O artigo sugere que seria preciso muita capacidade cerebral para adquirir muita riqueza em pouco tempo. No caso faz sentido porque se coaduna com alegações do ministro. Fico porém com o guru indiano Sai Baba "Informação não é poder. Caráter é poder."
Quem já fez experimentos com a lei da atração sabe que teoricamente é possível enriquecer muito em pouco tempo, que grande parte das limitações financeiras advém da enxurrada de pensamentos negativos que as pessoas costumam introjetar. Diversas vezes achei dinheiro logo após mentalizações. Realmente existem pessoas que administram bem grandes quantias de dinheiro, doam fortunas para causas nobres e/ou geram empregos não pensando em explorar. Contaram-se que a Gisele Bündchen doou 5 milhões para o Haiti. O problema mesmo no caso do Palocci é ser este um político que combatia o capitalismo, que bem ou mal favorece a acumulação. Um ex-socialista acostumar-se com regras do mercado é uma coisa. Outra muito mais estranha é ele ficar amontoando milhões e gastando com extravagâncias quando muitos estão morrendo de fome e outros estão pagando muitos impostos.
Quem joga mais cartões de loteria tem mais chances de ganhar nela. Geralmente quem tem mais recursos tem mais chance de juntar mais. Este é um dos problemas do capitalismo.
Enriquecer cerca de 20 vezes em 4 anos significa em média a cada 11 meses dobrar a fortuna. Existem casos em que este crescimento é mais acelerado. Um dos fatores que influenciam isto é o tipo de investimento e de patrimônio adquirido. Como sabe qualquer um que tenha lido o best-seller "Pai rico, pai pobre", pobres e classe média costumam estacionar nestes patamares por investirem em coisas que não dão lucro. Quando começam a ganhar um pouco mais geralmente logo começam a gastar muito ou compram coisas que dão muitas despesas. Se bem que depois de alguns anos a pessoa que enriquece passa naturalmente a ter mais despesas a não ser que seja muito mão-fechada.
Na vida real normalmente às vezes a gente ganha, às vezes perde, e assim aprende e ensina passando por variadas situações. Então quando alguém só ganha é normal que se desconfie dele. Eu tinha uma bela coleção de selos temática sobre animais ruminantes. Tive que dá-la para repor o prejuízo que causei por ter perdido um livro valioso que me fôra emprestado. Outro livro tive que dar em troca de serviços jurídicos. Cheguei perto de ganhar 20 mil reais por mês com bônus e royalties em rede de multinível, não cheguei a ganhar porque não atingi pontuação necessária para requalificação. Mas alguns colegas meus de multinível honestamente ficaram ricos, embora não tanto quanto o Palocci.
Quem já fez coleção de selos sabe que da noite para o dia um colecionador pode ficar muito rico pela valorização repentina de um determinado selo. Muita gente que não faz questão de ostentar fica rica com aluguéis, herança, compra e venda de imóveis, Bolsa de Valores, direitos autorais, palestras, jogo de azar legalizado ou indenizações. Ser pobre é comum, não é o normal.
Mesmo quem não tem no seu planejamento reencarnatório o pesado carma de ser rico quase sempre acabará ficando rico se seguir princípios de livros como "O homem mais rico da Babilônia", "A lei do triunfo", "Pense e enriqueça", "Prosperidade", "A ciência de ficar rico" e "O Segredo". O problema é que dinheiro é só um detalhe da vida, nem pode ser comparado com saúde, integridade, harmonia familiar, inteligência, cultura, amizades, consciência tranquila, desenvolvimento pessoal e profissional, um grande amor ou um belo ideal.
Palocci não parece o tipo que confia muito na abundância do Universo, no pensamento positivo, na providência divina, na bondade dos ricos ou na integridade dos que ganham muito dinheiro de uma hora para outra, como o Francenildo. Então parece-me que ele tem outro segredo que não é aquele do best-seller.
Podem dizer que sou crédulo por acreditar na lei da atração. Para mim crédulo é quem acredita que o segredo de Palocci tem relação com proteger a privacidade dos outros. O caso da quebra do sigilo do caseiro ainda é recente.
Quando eu era criança ganhei de presente de meu avô materno um livro que contava a história de um americano que mentalizou com muita ansiedade 1 milhão de dólares. O cara achou o que tanto queria, ficou dias no mato no lado de uma valise com este valor após cair de um trem e rolar bastante. Gastou mais do que 1 milhão de dólares na recuperação de sua saúde. Talvez Palocci seja só mais um que está começando a pagar o preço de sua ganância.
Email:: hapss200@yahoo.com.br
URL:: Facebook e Orkut "Haroldo Santos"