Para um maior conhecimento e conscientização sobre estas rebeliões e conflitos no Oriente Médio - principalmente sobre o outro lado, a verdade que há por trés deles - recomendo a todos a leitura do artigo de Max Altman, publicado no portal Opera Mundi e aqui também em Nossos Colaboradores.
Altman chama a atenção para o fato de que toda e qualquer intervenção na Líbia, inevitavelmente terá repercussões graves (leiam, também, o post acima "Invasão agora se chama zona de exclusão aérea").
"Cabe ao povo líbio - defende Altman - , e apenas a ele, resolver o problema líbio. A comunidade internacional deve manifestar solidariedade e agir unida para conter a guerra civil e facilitar uma via de transição pacífica para o conflito líbio."
O articulista também considera que "setores de esquerda vêm dando interpretações disparatadas sobre os acontecimentos (...) Analistas de esquerda não podem fechar os olhos à realidade do mundo de hoje, desconhecer as forças em confronto e seus objetivos estratégicos, deixar-se levar pelas informações da mídia que tem um claro viés em favor dos interesses neo-coloniais e imperialistas".
A guerra pode ser longa e Kaddhafi retaliar
Um outro artigo cuja leitura recomendo a vocês é de João Pereira Coutinho, colunista da Folha, que traz um alerta sobre as consequências da imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.
Em sua visão, "não é uma mera medida preventiva, mas uma declaração de guerra com tudo que isso implica: a possibilidade de derrubar Gaddafi para que os islamitas cheguem ao poder; a possibilidade de Gaddafi sobreviver aos ataques, retaliando contra civis na Europa; a possibilidade da Líbia se transformar
numa guerra longa e sangrenta, para onde o Ocidente será sugado novamente."
Os riscos são de guerra longa e sangrenta
Segunda, 21 de Março de 2011 às 10:00, por: CdB