A situação é clara e fácil de ser definida. Os Estados Unidos da América estão ficando sozinhos no Iraque.
Aliás, "democracia à qualquer custo" foi a base do discurso de George Bush para o Estado da União no começo do ano. Para ele, "qualquer custo" valeria à pena.
Bem, há que se fazer uma análise melhor disso, porque o " qualquer custo" eles já estão pagando agora, no Iraque.
O discurso do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, na semana passada, foi apenas mais um dos tantos "ratos" que estão pulando do navio, que já está afundando desde que saiu do porto.
Cerca de 36 países estavam inicialmente mais do que determinados a se juntar à coalizão comandada por Bush no Iraque. No entanto, destes, onze já caíram fora, enquanto outros cinco já anunciaram a sua decisão de se retirar.
Além das tropas americanas, integradas por um contingente de 150 mil soldados, e das forças britânicas, que incluem pouco mais de 9 mil elementos, não sobrou praticamente nenhum outro contingente significativo de tropas estrangeiras estacionadas no país.
No momento, é difícil enxergar uma luz no final do túnel pois a ocupação estrangeira no país é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que é a única força capaz de deter os rebeldes, visto que a polícia iraquiana é praticamente inexistente, é a responsável também, pela revolta da população contra a ocupação.
Dissolver o exército e a polícia de Saddam foi mais um erro de Bush. Começar do zero e treinar todo um novo contingente já seria uma tarefa difícil mesmo em um país em paz. Num país em guerra, ainda sem a colaboração da população, isso parece impossível.
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