Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

OS LIMITES DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA CAPITALISTA

Quarta, 29 de Junho de 2011 às 05:22, por: CdB

Por fábio de oliveira ribeiro 29/06/2011 às 10:52

Crise na Grécia prova que sem ditadura do proletariado não há democracia.

Todos tem acompanhado o longo e terrível sofrimento da Grécia. A economia do país foi destruída pela crise financeira que começou nos EUA  http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_econ%C3%B4mica_de_2008-2009.

O que os gregos podiam fazer para impedir a destruição da sua economia nacional em razão das loucuras financeiras dos norte-americanos? Nada.

A crise econômica grega gerou uma crise política bastante instrutiva. O governo precisava aprovar e aprovou  http://economia.ig.com.br/parlamento+aprova+pacote+em+meio+a+protestos+violentos/n1597052676554.html um pacote de medidas para obter crédito internacional para pagar credores externos. O povo grego, entretanto, deixou bem claro que não aceita pagar a conta de uma crise que, a bem da verdade, foi causada por norte-americanos.

O conflito entre o povo e as forças policiais do governo, nas ruas de Atenas e de outras cidades do país, prova satisfatoriamente que a democracia representativa moderna tem limites. A vontade do povo grego, do qual todo poder constituído deriva naquela república constitucional, tem pouca ou nenhuma importância prática. Contra a vontade de seu povo, o Estado grego se curvou à comunidade internacional depois de ter sua economia destruída por uma crise gestada e alimentada pelo governo dos EUA na era George W. Bush.

A fraqueza do Estado grego é manifesta. A distância entre o governo grego e o povo é abissal. A submissão do governo grego às decisões governamentais tomadas nos EUA que desencadearam a crise é evidente. Tão evidente quanto a nova submissão do governo grego às exigências para concessão de créditos adicionais.

A Grécia não é uma república independente. É apenas uma província dependente com um governo que tem poderes limitados. A soberania popular é uma ilusão constitucional.

E nós brasileiros? Que lição devemos tirar do exemplo grego? Nós queremos ser uma república independente ou uma província dependente? Nós queremos um governo autônomo e soberano ou governantes submissos com poderes limitados? A nossa soberania popular será verdadeira ou uma ilusão de ótica?

Se a democracia representativa constitucional moderna grega, que é muito similar a brasileira, tem limites externos qual o regime político, governamental, econômico e estatal que nós brasileiros devemos adotar para assegurar nossa verdadeira independência, autonomia, soberania e respeito à vontade da população? Opções precisam ser discutidas e implementadas antes que o Cavalo de Tróia dos gringos (o capitalismo à americana) nos transforme numa grande Grécia.

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