Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Os grandes casamentos principescos dos últimos 60 anos

Sexta, 14 de Maio de 2004 às 13:39, por: CdB

A cada vez são mencionados como "o casamento do século", o que impede anos depois que outra cerimônia receba o mesmo tratamento. Os casamentos principescos são acontecimentos populares, com freqüência ainda atendem aos interesses da monarquia ou do Estado e sempre são o assunto favorito das revistas especializadas na vida das celebridades.

Como prova disso, vale lembrar alguns dos mais comentados, a começar pelo da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Celebrado em 20 de novembro de 1947, o casamento da então princesa-herdeira com Phillip de Mountbatten levou otimismo a um país destroçado pela guerra.

Assistiram à cerimônia em Westmister 2.500 convidados, entre os quais seis reis e sete rainhas, e foi o primeiro casamento real filmado. Numa época anterior à TV, foi acompanhada por rádio e os britânicos puderam ouvir ao vivo o "sim" de Elizabeth.

Cogitou-se que a pompa da cerimônia pudesse chocar um país submetido desde o início da guerra a grandes privações e cujos cofres estavam vazios. E no entanto, o casamento foi saudado por centenas de milhares de britânicos que encheram as ruas para comemorar o acontecimento. Foi "uma explosão de cor num caminho difícil", nas palavras de Winston Churchill.

O "casamento do século" seguinte ocorreu apenas nove anos depois: a do príncipe Rainier de Mônaco com a atriz americana Grace Kelly. O elegante príncipe e a bela princesa se conheceram durante um Festival de Cannes e se apaixonaram à primeira vista, num verdadeiro conto de fadas que uniu a nobreza européia ao estrelado hollywoodiano: nada podia ser mais saboroso para as revistas de fofocas, que desde então não pararam de produzir págias e páginas com as venturas e desventuras da família Grimaldi.

Em 19 de abril de 1956, na catedral românica de Montecarlo, o bispo de Mônaco celebrou o casamento de Rainier e Grace, em meio a pompa e brilho excepcionais, dignos da expectativa com que o evento foi acompanhado no mundo todo. O principado e a família real nunca tinham tido uma popularidade tão grande como a trazida pela atriz transformada em princesa, uma popularidade que durou até a morte dela, num acidente de carro, em setembro de 1982.

Outro casamento real apresentado como fruto do amor foi o do rei Balduíno da Bélgica, cujo celibato preocupava seu país, com a jovem aristocrata espanhola Fabiola de Mora y Aragón.

Em 15 de dezembro de 1960, Balduíno e Fabiola se casaram na catedral de Bruxelas na presença da nata da aristocracia européia e de chefes de Estado de todo o mundo. Durante meses, a opinião pública belga, assim como a espanhola, seguiram o idílio narrado pela imprensa popular em forma de conto de fadas: o rei triste que recuperou a alegria ao se casar por amor.

Dois anos depois, em 14 de maio de 1962, em meio ao entusiasmo popular e na presença de vários reis, rainhas, príncipes e princesas, Juan Carlos de Borbón, futuro rei da Espanha, casava-se em Atenas com Sofia da Grécia, filha do rei Pablo e da rainha Federica.

De fato, Juan Carlos e Sofia se casaram três vezes: a primeira cerimônia foi celebrada na catedral católica, a segunda, na igreja metropolitana ortodoxa, e a terceira, a cerimônia civil, no palácio real grego, na presença do primeiro-ministro Constantin Caramanlis.

Na época estimou-se em 800.000 o número de pessoas que acompanharam as cerimônias nas ruas de Atenas.

Finalmente, para lembrar que muitas histórias de amor de príncipes e princesas nem sempre têm um final feliz, vale lembrar outra cerimônia qualificada em sua época como "casamento do século": o do príncipe Charles, da Inglaterra, com lady Diana Spencer.

Em 29 de julho de 1981, três mil convidados e 700 milhões de telescpectadores acompanharam a cerimônia de casamento do príncipe com a jovem tímida e graciosa que conquistou o coração dos britânicos em poucos dias. Todo mundo conhece a triste história de desavenças, fracasso matrimonial e divórcio que terminou com o t

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