É um bom caminho e precisa do apoio de todos nós a proposta brasileira em discussão na Comissão de Comércio do MERCOSUL, de os sócios do bloco poderem abandonar, temporariamente, a Tarifa Externa Comum (TEC), e aumentarem os impostos de importação de bens considerados ameaçadores à produção interna. A elevação abre mais espaço para as trocas intrabloco - que, exceto o açúcar - são livres de impostos.
Com a proposta o Brasil quer reduzir a pressão da competição externa sobre a indústria nacional, em especial a desencadeada pela China no mercado interno e na competição com os nossos produtos colocados nos demais países membros do bloco econômico do Sul.
A proposta brasileira enfrenta resistências porque aumenta as numerosas exceções à TEC - só o Brasil, por exemplo, já tem uma lista de cem produtos excluídos da TEC. "Se forem constatadas práticas desleais, ilegais de comércio, é importante que haja uma coordenação para lidar em conjunto com esse fenômeno", pondera Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.
Na última última cúpula do bloco, em junho, em Assunção (Paraguai) ficou decidida a elaboração de um estudo conjunto para identificar setores em que bens de países ex-tra-bloco ganham espaço em detrimento dos produzidos no MERCOSUL.
Outro estudo, este da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (FUNCEX) indica que entre 2000 e 2009, a China triplicou sua participação nas importações do MERCOSUL. E que, nas exportações brasileiras, os setores que mais perderam mercado para a China nos vizinhos foram máquinas, motores e bens de consumo (como eletrodomésticos).
Os caminhos que o Brasil adota contra a "invasão" chinesa
Segunda, 25 de Julho de 2011 às 06:31, por: CdB