Já não bastasse o difícil processo natural para a realização das eleições palestinas, os entraves estão ficando cada vez maiores. Verdadeiros caminhos de rato para tentar chegar a um denominador comum: a sucessão de Iasser Arafat.
Devido ao racha provocado no partido e sob a ameaça de ser expulso, ontem ele desistiu de sua candidatura.
Menos um problema para ser enfrentado, visto que o ex-candidato cumpre pena de prisão perpétua após ser condenado na Justiça de Israel pela morte de quatro israelenses e um monge grego. O Governo israelense já havia declarado que não o soltaria, mesmo que ele ganhasse as eleições.
Barghouti irá apoiar agora a candidatura de Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, o atual presidente da Organização para Libertação da Palestina (OLP). Ele é o favorito da ala moderada do Fatah, a facção política do líder morto Yasser Arafat.
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Em oposição ao Fatah, o Hamás anunciou que não participará dessas eleições por não concordar com o pleito eleitoral. O grupo pediu a todos seus membros e simpatizantes que boicotem as eleições, que também elegerá os representantes municipais.
Nesse caso, Israel e EUA saem aliviados. O grande medo era de que um representante do Hamás conseguisse a maioria dos votos dos palestinos e um radical assumisse a posição de Arafat.