Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Orquestração

Sexta, 15 de Abril de 2011 às 12:35, por: CdB

Anteontem foi O Globo, ontem a Folha de S.Paulo, hoje o Estadão, como se fosse algo combinado todos os dias, agora os jornalões trazem editoriais contra a consulta popular para os brasileiros decidirem sobre a proibição do comércio irrestrito e sem leis, de armas no Brasil. Se passar no Congresso Nacional, o plebiscito se realizará no 1º domingo de outubro próximo.

"A proposta, em si, é inutil. Por que chamar novamente a população para se manifestar sobre algo a respeito do qual já deu sua opinião clara há 6 anos?", pergunta o Estadão em seu editorial hoje, publicado sob o título "Plebiscito oportunista".

Fiz uma pesquisa, não encontrei e não me lembro que o Estadão tenha feito editorial semelhante quando se realizou o 3º plebiscito no país sobre o parlamentarismo (em 1963, 1993 e 2003), o último deles menos de 10 anos após a realização do segundo.

Ali, como a proposta do plebiscito vinha dos tucanos, seus aliados e históricos defensores dessa forma de governo, nem o jornalão da família Mesquita, nem nenhum outro o combateu invocando a proximidade do anterior. Ainda que o medo fosse o mesmo: para nossa grande mídia, toda conservadora, quanto menos eleição, referendo, consulta popular e plebiscito se realizar, melhor.

Principalmente, porque todos eles dão chance à população não só de se manifestar, como de decidir sobre seus destinos. É o que tenho dito a vocês aqui nos últimos dias: não é que sejam contra a consulta popular ou temam que nesta a população decida pela proibição do comércio de armas. O que temem mesmo é o voto, a manifestação do eleitor. Leiam também o post "Com ajuda da mídia articula-se a resistência ao referendo das armas".

 

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