PARIS, 27 JUN (ANSA) - Cerca de um ano depois de 271 obras do pintor Pablo Picasso terem sido descobertas na garagem da casa de seu eletricista e mais de uma centena na residência do seu motorista já falecido, no sul da França, a história voltará a ser investigada pela justiça francesa.
A Picasso Administração, empresa que realiza a gestão dos interesses da herança do pintor, conseguiu, graças a uma investigação interna, colocar sob investigação o eletricista, Pierre Le Guennec, e sua esposa, por receptação de bens roubados.
"Depois de meses de investigação infrutífera a polícia já tinha desanimado. Todas as testemunhas estão mortas: Picasso, em 1973, sua mulher, Jaqueline, em 1984. Mas nossa investigação interna forneceu ao tribunal novos elementos suspeitos", disse o advogado da empresa, Jean-Jacques Neuer, ao jornal Le Monde.
Os filhos do artista estão empenhados em provar que as obras são provenientes de "um furto" e não de um presente do próprio pintor como sustenta o eletricista. Eles acreditam que há "inconsistências" em relação ao caso.
De acordo com Neuer, foi o motorista, Maurice Bresnu, que colocou Le Guennec na casa de Picasso e que arquitetou uma "maquinação familiar" para enganar o pintor. Isso porque a mulher do motorista era prima do eletricista.
Os investigadores, portanto, ampliaram a investigação para a família Bresnu - o motorista morreu em 1991 e sua esposa em 2009, e não deixaram filhos, o que torna os primos os herdeiros dos presentes de Picasso..
"Apenas sete ou oito trabalhos recebidos pelos Bresnu têm dedicatória de Picasso. O problema está em todo o resto", disse a Picasso Administrações.
"Transformar o Sr. Bresnu em ladrão e o Le Guennec em receptador é tudo uma manobra da Administração Picasso. Não há nenhuma evidência", declarou o novo advogado da família Guennec. (ANSA)
ORIGEM DE OBRAS DE PICASSO SERÁ INVESTIGADA
Segunda, 27 de Junho de 2011 às 16:26, por: CdB