Um triste balanço marca o noticiário internacional hoje: na 6ª feira (ontem) os protestos contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad, chegaram à capital, Damasco, pela primeira vez desde o início, há um mês, da onda de insurreições pró-democracia que pode derrubar Assad, há 11 anos no poder.
Resultado: levantamentos feitos por entidades internacionais de direitos humanos indicam que mais de 200 sírios já foram mortos pela repressão, desde que se iniciaram os protestos no interior do país, agora chegando à capital (veja post acima).
Os manifestantes sírios que começaram sua luta em Deera, a 100 km de Damasco, e em várias outras cidades reivindicam o mesmo que as populações de vários outros países árabes rebeladas há mais tempo: reformas democratizantes e liberdade.
Em Damasco, ontem, as forças de segurança usaram cassetetes e gás lacrimogêneo para evitar que os milhares de manifestantes que partiam de diversos subúrbios da capital chegassem à Praça (central) Abbasside.
O governo Assad não admite reconhecer o movimento da oposição em seu país como um alastramento das rebeliões que grassam nos demais países do Oriente Médio. Diz que grupos de baderneiros, armados, instigam o levante no país.