A capacidade de as mulheres atingirem o orgasmo é, em parte, de ordem genética, segundo um estudo britânico da Biology Letters que minimiza a importância dos fatores psicológicos ou culturais nesse processo que permanece, fundamentalmente, um mistério.
Uma equipe de pesquisadores britânicos encontrou uma pista genética, depois de terem estudado mais de três mil respostas a um questionário sobre o assunto enviado a mulheres gêmeas.
Para detectar a existência ou não de um fator genético, os pesquisadores isolaram dois grupos: um formado por gêmeas idênticas - seu patrimônio genético é rigorosamente o mesmo - e o outro, por gêmeas falsas, que têm 50% dos genes em comum. As respostas ao questionário foram bastante diferentes entre os dois grupos, provando que um fator genético é, em parte, responsável pelo orgasmo. Entre o grupo de 683 gêmeas verdadeiras, 31% afirmaram atingir o orgasmo sempre ou freqüentemente em relações sexuais e 39% em masturbações. Esses números caem para 10% e 17%, respectivamente, entre o grupo de 714 gêmeos falsos.
Mas os pesquisadores também descobriram semelhanças entre os dois grupos. Em ambos, quase um terço das mulheres entrevistadas (32%) dizem que nunca ou raramente chegam ao orgasmo durante uma relação sexual e 21% delas também não conseguem atingi-lo na masturbação.
- Estimamos que entre 34% e 45% da variação na aptidão para o orgasmo pode ser explicada por variações de ordem genética, com um papel mínimo ou nulo de fatores ambientais - como família, religião, nível social ou educação, concluíram os pesquisadores.