O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que é preciso fazer uma “revisão sistêmica” das instituições vinculadas com o ministério, como a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), por exemplo.
— Não podemos deixar que haja mais comandos fora de regências. Isso aqui tem de funcionar como uma orquestra e o maestro sou eu, sob às ordens do presidente. A música e a composição são do presidente, eu executo e vamos trabalhar exatamente com o conjunto nesse sentido —, disse.
— O nosso compromisso é ter formas de solução e não formas de lamentação —, acrescentou.
Segundo o ministro, se for para garantir a segurança, as filas nos aeroportos podem continuar.
— É uma questão de opções. Precisa ficar claro que, se for necessário que se prolonguem as filas para garantir a segurança, é o preço que pagamos —, disse.
Jobim, que nesta sexta-feira visita o local do acidente com o avião da TAM em São Paulo, disse que até a próxima segunda-feira vai tomar decisões quanto ao enfrentamento da crise aérea. Segundo ele, entre essas decisões poderá estar a troca no comando da Infraero.
— A tendência, eventualmente, pode ser esta —, disse nesta quinta-feira em entrevista coletiva.
Jobim disse que o novo presidente da Infraero deve ser um gestor e não descartou a possiblidade de ser um presidente civil em vez de militar.
— Civil ou militar, não importa. O que interessa é ser gestor —, afirmou.
O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, esteve presente na cerimônia de transmissão de cargos hoje no ministério da Defesa. Ele disse que está à disposição do ministro e do presidente da República.
— Minha cabeça ainda é de militar. Eu não tenho vontade, eu cumpro as determinações que vierem e acabou-se. Ordem cumpre-se e pronto —, disse.
Nelson Jobim também disse que pretende conversar com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, até o fim desta semana.
— O fim de semana vai até domingo —, brincou.
Órgãos ligados ao Ministério da Defesa na mira de Nelson Jobim
Quinta, 26 de Julho de 2007 às 13:40, por: CdB