Dezenas de ativistas, entre eles um conhecido defensor dos direitos civis, foram detidos depois de tentar realizar uma manifestação contra a guerra em frente a uma mesquita no Cairo, sem a permissão prévia do governo. Ashraf el-Bayoumi, de 68 anos, que lecionou Química nas universidades de Michigan (EUA) e Alexandria, telefonou à Associated Press de seu aparelho celular enquanto ele, a mulher dele e outros ativistas eram levados da mesquita Sayeda Aisha em um carro de polícia. "Não houve provocação, a demonstração nem chegou a ser realizada, não éramos mais de 30, estávamos voltando para casa quando fomos detidos sem nenhuma razão", afirmou o ativista. "Não estou preocupado comigo, estou preocupado com o que está acontecendo no meu país". Segundo um outro ativista dos direitos civis, Ahmed Seif el-Islam, chefe do centro Hisham Mubarak, cerca de 100 pessoas no total foram detidas durante a tentativa de protesto. Pouco tempo depois, ainda de acordo com o ativista, 20 pessoas haviam sido liberadas, enquanto as demais continuavam presas. A polícia, no entanto, confirmou a detenção de 15 pessoas. O Egito vem sendo duramente criticado por grupos de direitos humanos e civis por deter manifestantes, num momento em que aumenta a frustração da população com o presidente Hosni Mubarak, um aliado dos EUA, acusado localmente por ter demonstrado pouco apoio ao Iraque.
Organizadores de protesto antiguerra são detidos no Egito
Sexta, 04 de Abril de 2003 às 13:32, por: CdB