Insatisfeitas, diversas comunidades e organizações da zona de Íntag, Equador, região da América do Sul, denunciaram a Corporação de Cobre (Codelco), empresa chilena, por ignorar a vontade do povo em detrimento da devastação de áreas protegidas naquela região. A empresa é a principal produtora mundial de cobre.
As organizações locais, entre elas o Comitê pela Defesa e Conservação Ecológica de Íntag, acusam a empresa, antes admirada por sua história no país, de "violação de direitos constitucionais como o direito legítimo de consulta com as comunidades”. Afirmam ainda que existe uma oposição forte e aberta contra a empresa, não só a maioria das comunidades e organizações em Íntag, mas também de governos locais.
Segundo informações do site No a la Mina, César Padilha, representante do Observatório de Conflitos Mineiros da América Latina (OCMAL), qualificou como "sumamente preocupante” que a Codelco aproveite sua reputação como empresa estatal para atuar como ponta de lança na mineração transnacional no Equador. E declara que as comunidades indígenas e camponesas que vivem nas cidades mineiras têm declarado constantemente que não querem um desenvolvimento insustentável em seu solo.
Paralela à movimentação das organizações a Codelco segue com a exploração de minerais no Equador buscando apoio da iniciativa privada. Em 2008, mais de três milhões foram investidos em exploração num acordo feito entre a Codelco e a estatal equatoriana Enami.
Diante de tal situação, o Observatório Latinoamericano de Conflitos Ambientais (OLCA) ,enfatizou que se a estatal chilena assinala que trabalha "para que todos os chilenos sintam orgulho da Codelco e admiração por sua história de serviço ao país”, é necessário que informe quem autorizou a incursão no Equador, que recursos estão implicados e por que decide-se desenvolver um projeto "sabendo dos altíssimos custos sociais e ambientais que estão em jogo.