Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Organização está preparada para possível guerra, diz Opep

Quarta, 05 de Março de 2003 às 08:16, por: CdB

A Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) diz estar preparada para uma possível guerra no Iraque, mas seu secretário-geral, Alvaro Silva Calderón, advertiu nesta quarta-feira sobre os efeitos "catastróficos" de um conflito sobre o mercado. "Diante das conseqüências previsíveis da falta de produção no Iraque, a organização está preparada", mas "as conseqüências de uma guerra não perdoam ninguém, nem aqueles que a deflagram", advertiu o representante do cartel a um grupo de jornalistas após uma conferência sobre energia em Bruxelas. Por isso, pediu a cooperação "dos demais agentes que atuam no mercado" para estabilizar os preços, já que "às vezes, a guerra produz efeitos catastróficos que estão fora do alcance de todos e também da Opep, que é uma organização fundamentalmente econômica para trabalhar em tempos de paz". Nesse sentido, devem "estreitar cada vez mais os laços entre países produtores e consumidores", processo já iniciado com a AIE (Agência Internacional da Energia), a carta energética e o foro permanente de países produtores e consumidores criado recentemente, estimou. Silva recordou que "a Opep trabalha há 10 anos com a situação especial do Iraque após a guerra do Golfo", e que a produção da organização "foi suficiente para atender a falta de produção da Venezuela durante os dois últimos meses". A Opep, que produz 24,5 milhões de barris por dia, aumentou a produção em 1,3 milhões de barris por dia em dezembro e em 1,5 milhões de barris diários em janeiro para compensar a greve no setor petrolífero venezuelano. A ameaça de uma guerra no Iraque, e não a escassez do produto no mercado, provoca também o atual aumento do preço do petróleo, que esta quarta-feira estava a US$ 33 o barril no mercado de Londres, estimou. "Não há escassez de petróleo, o mercado do petróleo está suficientemente abastecido" e "o problema dos preços é a ameaça de guerra", declarou. Apesar disso, "a favor da estabilidade do mercado, colocamos mais volume de petróleo do que os mercados estão necessitando" e "ainda assim os preços continuam subindo", destacou.

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