Kever Kolberg e Lourival Roldan gostaram do percurso. Foto: Maindru
A 28ª edição do Rally Paris-Dakar, que largará no dia 31 de dezembro, já tem o percurso definido.
A caravana de 748 veículos, entre motos (240), carros (188) e caminhões (320), percorrerá 9043 km, sendo mais de oito mil na África. A prova passará por Portugal, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Guiné e Senegal.
A 6ª etapa, no dia 5 de janeiro, é a mais longa, com 874 km, sendo 599 de especiais entre Nouakchott e Kiffa, na Mauritânia.
- Este pedaço do deserto é famoso pelas imensas dunas, tempestades de areia e dificuldade de navegação - informou Klever Kolberg, piloto da Equipe Petrobas Lubrax.
Ele comentou da volta da Guiné ao Rally, que desde 1996 não recebia a prova.
- É um trecho de muito calor, com trilhas e rios no meio da floresta - declarou o piloto.
Para André Azevedo, piloto vice-campeão do Dakar em 2003, o percurso está bom para os brasileiros, com trechos que lembram o Rally dos Sertões.
- No Mali, por exemplo, é uma savana que lembra o piso da prova brasileira - explicou.
Apesar de ter 19 participações no Dakar, ele fará sua estréia na Guiné, pois, em 1996, ele abandonou antes de chegar ao país devido a problemas mecânicos.
Depois da largada em Lisboa, o comboio segue para Málaga, na Espanha, de onde atravessa o Mediterrâneo de balsa para Nador, no Marrocos.
Dali em diante, nas areias do deserto, começa o Dakar de verdade, com pedras, dunas, sede, cansaço, acidentes e uma provação física e psicológica a cada dia.
Para os que conseguirem superar os desafios do Saara, a tradicional chegada ao Lago Rosa, em Dakar, capital do Senegal, está marcada para o dia 15 de janeiro.