A Polícia Federal brasileira realizou na última quinta-feira uma grande operação para desmantelar uma organização criminosa que atuava no Rio de Janeiro, e teve uma surpresa: 12 dos 24 integrantes eram agentes federais.
A quadrilha falsificava passaportes e era responsável por crimes de sonegação fiscal, contrabando, lavagem de dinheiro e tráfico de bebês e mulheres.
O comandante Reinaldo de Almeida César, do setor de inteligência da PF, dirigiu a operação. As ações foram realizadas no Centro do Rio de Janeiro, em Niterói e no Morro da Providência.
As investigações sobre a quadrilha começaram há um ano, após a prisão de dois agentes federais, disse um porta-voz da PF, acrescentando que os passaportes eram verdadeiros, mas emitidos a partir de documentos falsos.
Os passaportes eram procurados por brasileiros que tentavam emigração ilegal e tinham dificuldades para obter vistos, principalmente para entrar nos Estados Unidos. Mas também eram vendidos a estrangeiros.
- Há muito interesse no mercado clandestino internacional pelo passaporte brasileiro. É desastroso para o país qualquer tipo de suspeita sobre seu passaporte - assinalou Almeida César.
Os agentes federais apreenderam grande quantidade de documentos, computadores, contas bancárias e agendas telefônicas em agências de turismo, casas de câmbio, vendedores de equipamento de informática e automóveis.
No Brasil, são emitidos 700 mil passaportes por ano, precisou Almeida César, revelando que a operação Planador foi desencadeada pela Operação Moscou, que prendeu finlandeses vendendo passaportes brasileiros na Rússia.
Organização criminosa do RJ é composta por 12 agentes federais
Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 22:37, por: CdB