Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Orçamento doméstico diminui número de inadimplentes no Estado do Rio

Quarta, 16 de Julho de 2008 às 09:26, por: CdB

Luz, telefone, alimentação, educação e saúde são apenas alguns dos gastos mensais de uma família. Para utilizar melhor os recursos disponíveis e não correr o risco de contrair dívidas, o consumidor pode recorrer ao planejamento financeiro. Além de colaborar para a estabilidade econômica de muitas famílias, o orçamento doméstico ajuda a diminuir o número de inadimplentes no Estado do Rio.

Segundo a economista e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maria Beatriz Albuquerque David, é importante saber distribuir o montante de recursos disponíveis em um lar. Planejar o orçamento é necessário para que todos os membros da família conheçam seus gastos mensais e possam estabelecer planos para o futuro. 

– Os servidores do estado têm orçamento programado e uma renda que podem comprometer. Mas devem tomar cuidado. O nível de inadimplência no estado é muito grande e as pessoas estão se desfazendo de patrimônios para manter um padrão de vida. O endividamento pode ser um problema se o consumidor começar a verificar apenas o tamanho da prestação que irá pagar a cada mês e não o valor da prestação no conjunto de gastos do orçamento – explica Maria Albuquerque.

O primeiro passo do planejamento financeiro é detalhar a renda e identificar despesas fixas como luz, gás, telefone, saúde, educação, alimentação e aluguel. Gastos eventuais como lazer e prestações de financiamentos também devem ser levados em conta na hora de produzir o orçamento doméstico. 

– Para planejar o orçamento é preciso saber quanto cada membro da família está disposto a colaborar. É importante saber o monte de recursos que está disponível, os gastos que podem ser cortados e a possibilidade de renda que pode ser aumentada – declara a professora do Departamento de Economia da Uerj.

Para os que estão endividados, as dicas são cortar gastos desnecessários e controlar os impulsos consumistas. Parece difícil, mas é preciso lidar com essa alternativa para que o orçamento doméstico volte a se estabilizar. 

–  Em algum momento da vida, alguém ficará no ''''vermelho''''. A saída é reduzir gastos, verificando o que pode ser abatido do planejamento financeiro sem diminuir muito a qualidade de vida. Se a situação estiver muito difícil, o consumidor pode utilizar sua poupança, se tiver, ou vender bens adquiridos durante sua vida – afirma a economista.

De acordo com a especialista da Uerj, o dinheiro que sobrar de um orçamento familiar deve ser colocado na poupança ou investido em bens duráveis ou imóveis. 

– Como família, nós não somos investidores. Portanto, estamos deixando de consumir ou adquirir um bem hoje para adquirir no futuro – conclui.

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