O acordo é uma vitória do chefe-executivo da Oracle, Larry Ellison, que há mais de 18 meses vinha pressionando a rival com sucessivas ofertas. Em junho de 2003, a proposta inicial de Ellison foi de US$ 5,1 bilhões.
Após esta oferta, os acionistas da Peoplesoft rejeitaram mais quatro propostas que variaram entre US$ 7,7 bilhões e US$ 9,2 bilhões.
No mês passado, a Oracle fez o que chamaram de última proposta, no valor de US$ 9,2 bilhões. Mas a comissão diretora da Peoplesoft considerou a oferta inadequada.
Fusão
Mesmo contando com o apoio da maioria dos investidores da Peoplesoft, a Oracle foi forçada a fazer uma nova proposta, 10% maior do que a de novembro, que era considerada a final.
O acordo deve ser fechado no final do próximo mês.
A fusão das duas companhias transforma a nova empresa na segunda maior do ramo de software para gerenciamento de empresas, superada apenas pela alemã SAP.
A Microsoft, a maior produtora de software do mundo, também se interessou pela compra da Peoplesoft quando o assunto veio à tona, como forma de evitar que a Oracle comprasse a empresa e se expandisse.