Milhares de pessoas foram às ruas da capital da Venezuela, Caracas, para protestar contra o governo do presidente Hugo Chávez - apesar das ameaças de Chávez de que iria processar os líderes da greve geral que entra em seu segundo mês no país. Pela segunda vez em menos de 12 horas, o presidente falou à população em rede nacional de rádio e TV, numa repetição do pronunciamento feito na noite anterior. No pronunciamento, Chávez não poupou críticas aos principais grupos ligados à greve geral e prometeu encontrar os responsáveis pelas mortes de dois simpatizantes de seu governo. O presidente culpou a Polícia Metropolitana de Caracas pelas mortes, que ocorreram durante um confronto entre ativistas pró e contra Chávez, na sexta-feira no qual intervieram as forças de segurança. Reestruturação O ministro da Energia, Rafael Ramirez, deve anunciar a reestruturação da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, cuja produção foi prejudicada devido aos protestos. Ramirez disse que a produção da PDVSA está sendo restaurada com o auxílio de soldados e trabalhadores que não aderiram à greve. Nos protestos desta segunda-feira, os opositores de Chávez prometeram continuar com a greve contra a presença de Chávez no poder, enquanto os simpatizantes do presidente marcharam rumo ao gabinete do procurador-geral do país, a fim de pressioná-lo a investigar as duas mortes. "Nós os encontraremos, onde quer que se encontrem", disse o presidente, se referindo aos culpados pelos crimes. Segundo Chávez, os crimes são a prova de que a Polícia Metropolitana está sendo mal-gerenciada, agora que seu controle está nas mãos do prefeito de Caracas, Alfredo Peña, inimigo político do presidente. O comissário da Polícia Metropolitana, Emigdio Delgado, negou as acusações do presidente. Segundo ele, não é possível ter certeza de que as pessoas que aparecem disparando tiros num vídeo que foi feito da manifestação são membros da polícia. Além disso, Delgado disse que a corporação não faz uso de armas Glock calibre .40 que, segundo o laudo necrológico das vítimas, foi o modelo usado nos crimes.
Oposição volta a desafiar Chávez nas ruas de Caracas
Milhares de pessoas foram às ruas da capital da Venezuela, Caracas, para protestar contra o governo do presidente Hugo Chávez - apesar das ameaças de Chávez de que iria processar os líderes da greve geral que entra em seu segundo mês no país.
Segunda, 06 de Janeiro de 2003 às 22:27, por: CdB