A oposição venceu as eleições na Espanha, revertendo um resultado favorável ao atual governo antes do atentado que matou 200 pessoas em Madri na última quinta-feira. O Partido Socialista de Luis Rodriguez Zapatero, venceu o Partido Popular do primeiro-ministro Jose Maria Aznar, que já reconheceu a derrota.
- Eu sinceramente congratulo o Partido Socialista dos Trabalhadores, que ganhou as eleições - disse o porta-voz e ministro do Trabalho da Espanha, Eduardo Zaplana.
O resultado demonstra uma punição ao apoio dado por Aznar ao presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, na guerra do Iraque, após os indícios de que o atentado da última quinta-feira tenha sido feito pela al Qaeda -responsável pelos atentados de 11 de setembro - e não pelo grupo basco ETA, como o governo espanhol divulgou após a tragédia.
As eleições gerais do país neste domingo começaram sob o impacto da notícia de um vídeo, supostamente da al Qaeda, assumindo a responsabilidade pelas explosões.
Os eleitores, muitos usando o símbolo de luto nacional desde o ataque, compareceram em peso às urnas, em número bem acima que a última eleição em 2000 em meio a um debate nervoso sobre quem está por trás dos ataques - o al Qaeda ou separatistas bascos.
Alguns espanhóis acusam o primeiro-ministro, Jose Maria Aznar, de "manipulação" da opinião pública por ter passado três dias culpando o ETA pelas explosões, apesar do grupo de guerrilheiros ter negado.
O ministro do Interior, Angel Acebes, disse em entrevista coletiva nos primeiros minutos das eleições que um suposto porta-voz do al Qaeda assumiu a responsabilidade dos ataques em um vídeo encontrado em uma lata de lixo em Madri.