A Câmara dos Deputados realiza sessão nesta terça-feira (17) com a pauta trancada por 11 medidas provisórias (MPs). Oito delas perdem a validade no dia 1º de junho. O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), quer votar todas as MPs, sendo três prioritárias, como a que cria novas regras de licitação para as obras dos eventos esportivos. O DEM entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a votação.De acordo com o deputado Pepe Vargas (PT-RS), líder em exercício da bancada do PT, a ideia é viabilizar a votação das MPs nesta semana. A proposta está sendo discutida na reunião do Colégio de Líderes, que acontece antes da sessão. “Vamos levar para o Colégio de Líderes essa pauta e mostrar às outras bancadas que devemos ajustar o acordo para a votação do novo Código Florestal apenas na semana que vem”, explicou.
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O ajuste a que ele se refere é da oposição e até de partidos da base aliada do governo que querem o cumprimento do acordo para votação do novo Código Florestal antes das medidas provisórias. O DEM afirmou que o partido vai obstruir a pauta do Plenário enquanto a proposta não for votada.
O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto Neto (BA), entrou no STF na segunda-feira (16) com mandado de segurança para tentar impedir a votação da MP que cria que cria um regime especial para a licitação das obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “A medida provisória somente pode receber emendas que guardem pertinência temática com seu objeto inicial", argumenta o DEM no mandado de segurança.
A relatora da MP, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), incluiu o assunto no texto da MP que trata de reajuste de bolsa para médicos-residentes. E argumenta que todos os países que sediaram os eventos no passado tiveram regras semelhantes para agilizar as construções necessárias.
Já a votação do Código Florestal, inicialmente prevista para terça-feira (17), não deve ocorrer, já que o governo quer um acordo efetivo para evitar a inclusão de mudanças não negociadas no plenário.
As outras duas MPs prioritárias são a que reduz a zero o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de títulos privados, se o comprador residir no exterior; e a que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para apoiar os hospitais universitários federais.
De Brasília
Com agências
Oposição vai ao STF para tentar impedir votação na Câmara
Terça, 17 de Maio de 2011 às 12:25, por: CdB