Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Oposição unida e protestos, o fim de Mubarak

Quarta, 09 de Fevereiro de 2011 às 09:35, por: CdB

Os 250 mil manifestantes que fizeram nesta 3ª feira (ontem) no Cairo a maior de todos os protestos públicos desde o início da resistência popular que deflagrou a crise política egípcia há 16 dias, e as dezenas de milhares que também se mobilizaram nas outras cidades do país constituem indícios precisos de que os atos de protesto vão continuar e serão cada vez mais massivos.

Perfeito, é por aí, é isto mesmo que pode acelerar o processo de dissolução do regime repudiado e apodrecido por suas práticas nefastas em 30 anos no poder e a derrubada do general-presidente, ditador Hosni Mubarak.

Mais que isto, os gigantescos atos de protesto na Praça Tahir, na Capital, e a resistência no interior do país deixam cada vez mais claro que somente as manifestações e a mobilização popular, além da unidade da oposição, podem evitar que o regime controle a transição e não mude nada.

Por isso, precisam prosseguir para que, ao final, não faça apenas um simulacro de eleições e instaure uma fachada de democracia no país, sem reformas e mudanças efetivas.

Outra manifestação pacífica já ficou marcada para depois de amanhã - os egípcios rebelados agora estão marcando seus grandes atos de protesto para as 6ªs feiras. Desde que se iniciou a crise política no Egito no dia 25 de janeiro pp. a repressão e os confrontos (dos primeiros dias de protesto) já deixaram mais de 300 mortos e 5 mil feridos no país, segundo o levantamento da ONU.

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