O partido Social-Democrata, da oposição, venceu as eleições na Áustria, derrotando o atual primeiro-ministro Wolfgang Schuessel, do Partido Popular. Com quase todos os votos contados, o Social-Democrata, de centro-esquerda, conseguiu 35,7% dos votos, com uma pequena vantagem sobre o Partido Popular, que teve 34,2%. Alfred Gusenbauer, do partido Social-Democrata, deve se tornar o novo primeiro-ministro austríaco.
O Partido da Liberdade, de direita, que fez uma campanha eleitoral contra a imigração, ficou em terceiro lugar com 11%, seguido pelo Partido Verde, com 10%. Mas cerca de 400 mil votos recolhidos pelo correio ainda têm de ser contados, o que pode influenciar o resultado final, principalmente para o Partido Verde e para a Aliança para o Futuro da Áustria.
As negociações para um governo de coalizão deverão ser difíceis e demoradas.
Hungria
Na Hungria, as eleições locais foram marcadas por críticas do presidente Laszlo Solyom ao primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, que admitiu ter mentido sobre as condições econômicas do país para assegurar a reeleição. Solyom fez as críticas ao mesmo tempo em que resultados parciais indicam que o partido da oposição Fidesz obteve ganhos significativos. A oposição havia dito que as eleições deste domingo deveriam servir como um referendo sobre a liderança de Gyurcsany.
Nas últimas duas semanas, protestos diários ocorreram contra o primeiro-ministro. Mas mesmo depois que os primeiros resultados foram anunciados, o premiê recusou-se a renunciar, prometendo continuar com o seu programa de reformas.
- Nós continuamos com as nossas propostas, e eu também continuo - ele disse aos repórteres.
Bósnia-Herzegóvina
Eleições gerais também aconteceram na Bósnia-Herzegovina, onde foram escolhidos os políticos que comandarão o país no próximo ano, quando a supervisão internacional do processo de paz chegará ao fim. Autoridades bósnias disseram que o comparecimento às urnas foi maior do que o nas últimas eleições em decorrência do aumento no número de cadastrados para votar. As estruturas políticas no país ainda são profundamente marcadas por divisões étnicas.
Mesmo que níveis de pobreza e desemprego preocupem a população, as campanhas políticas foram calcadas em questões étnicas e nacionalismo. Os resultados finais da eleição para presidente, Parlamento e representantes regionais deve ser divulgado até o fim de outubro.