Apesar da chuva e do frio em São Paulo, a temperatura vai esquentar. A pesquisa Datafolha, com 20 pontos de vantagem para Lula nos votos válidos, jogou o tucanato-pefelismo nas cordas. Além disso, a divulgação da fita gravada na Internet (a partir do site de Paulo Henrique Amorim no ig.) com o conteúdo do complô armado entre jornalistas, jornais (Estadão, Folha de S. Paulo) e TV Globo (pelo menos) para divulgar as fotos da pilha de dinheiro no dia 29, acabou de varrer a credibilidade da imprensa conservadora.
Colocou também no anacronismo a deliberação da CPI dos sanguessugas de romper o sigilo bancário de Freud Godoy e de convocá-lo, junto com outros petistas, para prestar depoimento. Ou a CPI, já que quer entrar na questão da compra do dossiê, convoca também o delegado Edmilson Bruno, que comandou a operação cujo objetivo evidente era obter as fotos e divulgá-las, os jornalistas envolvidos, mais o promotor público Márcio Avelar, do Mato Grosso, o mesmo que participou da operação Roseana Sarney no passado, ou sua parcialidade vai ficar (mais) evidente.
A gravação encurrala também o TSE: o principal, para não dizer o único material de campanha do candidato tucano-pefelista, se denota a possibilidade de um ilícito (a obtenção do dinheiro, caso fraudulenta), foi obtido certamente de modo ilícito, e através de uma conspiração que falhou, para apresentar as fotos como tendo sido furtadas do escritório do delegado Edmilson. Acho que o complô (também denunciado no blogue de Mino Carta no site de Carta Capital, como tendo sido industriado por gente da própria Globo) poderia até entrar no nicho de "formação de quadrilha".
Até o momento os jornais envolvidos no complô e a TV Globo têm ignorado olimpicamente a ampla divulgação da fita e de sua transcrição que vem sendo feita na Internet, o que só piora a sua situação.