Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Oposição quer empurrar CPMF para 2008

Terça, 11 de Dezembro de 2007 às 07:57, por: CdB

Diante da informação de que o Planalto prefere adiar a votação da CPMF a ser derrotado,  líderes do PSDB e do DEM definiram que vão trabalhar até o fim desta semana para levar em definitivo a votação da emenda constitucional para o ano que vem.
 
Participam da articulação o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, e os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas.
 
Como o governo já sinalizou a possibilidade de convocar o Senado no recesso, a oposição definiu um roteiro em que prevê derrubar a arrecadação da CPMF para além dos três meses da noventena, o que já daria uma quebra de receita em torno de R$ 15 bilhões. 
 
Os tucanos avaliam que em uma negociação no ano que vem o governo seria levado a aceitar a redução real da alíquota da CPMF, a dividir a receita com Estados e municípios e a repassar para os governadores até mais recursos da Cide (o imposto sobre combustíveis). 
 
Por causa das festas de fim de ano, a convocação extraordinária, calculam os senadores tucanos e do DEM, só deve começar a render quórum depois de 10 de janeiro. E o carnaval é na primeira semana de fevereiro - o que esvaziaria, de novo, o Congresso por pelo menos uma semana. Mais uma vez, o DEM exigiria o cumprimento de todos os prazos regimentais, permitindo alterações só com acordo de todas as lideranças.
 
A opção pelo adiamento da votação da CPMF para o ano que vem foi o tema da conversa mantida, segunda-feira, entre o senador Guerra e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O governador já foi escalado pelo Planalto para funcionar como uma espécie de interlocutor da base aliada entre os tucanos. Campos já havia conversado na semana passada com o governador Aécio Neves, procurando uma negociação que permitisse ganhar um ou dois votos na bancada tucana. 

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