A nomeação de Nelson Jobim como ministro da Defesa gerou reação na Câmara dos Deputados. O deputado Vic Pires (DEM-PA) afirmou que o Ministério da Defesa precisa de comando forte, “porque áreas como Aeronáutica, Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] e Infraero [Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária] não se entendem”.
— Porque senão fica essa loucura: um monte de Sargento Garcia, sem um Zorro para tomar conta —, ironizou.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) considerou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demorou muito para tomar a decisão. E agora, Gabeira questiona se é a decisão mais acertada.
— Porque o ministro Jobim não tem uma tradição de pensar o problema da Defesa. Ele não é ligado ao tema da Defesa e muito menos tem o conhecimento da aviação civil para trazer uma saída —, disse.
Para Gabeira, um ministro da Defesa deveria ser estudioso e interessado no assunto.
— Pode ser um novo erro. Porque se nós dependemos do Ministério da Defesa para equacionar e solucionar os problemas, o ministro da Defesa deveria ser alguém familiarizado com aviação civil —, observou Gabeira.
Segundo a deputada Luciana Genro (PSOL-RS) os órgãos não se entendem e a mera troca de nomes não garante mudanças.
— É preciso que haja uma política real do governo de fazer essa mudança e de dar essa força ao Ministério da Defesa —, disse.
Oposição quer Defesa fortalecida para organizar Anac, Infraero e Aeronáutica
Quarta, 25 de Julho de 2007 às 13:00, por: CdB