Em reunião realizada no fim da tarde desta segunda-feira, os presidentes de PFL, PSDB e PPS decidiram entrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de investigação do suposto esquema para encobrir o envolvimento de Freud Godoy, ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na compra de um dossiê da máfia dos sanguessugas contra políticos do PSDB. A oposição pretende entregar o pedido ao TSE nesta terça-feira.
A reportagem da revista "Veja" desta semana diz que Gedimar Passos, preso com parte dos R$ 1,7 milhão apreendidos na operação de negociação de compra do dossiê, teria se encontrado com Freud Godoy na PF de São Paulo. O encontro teria ajudado Gedimar a recuar das acusações de que Godoy estava por trás da compra dos documentos contra os tucanos. De acordo com a reportagem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, estaria comandando essa "operação abafa" em torno de Godoy.
- Queremos que seja investigado desde o afastamento de delegados que trabalhavam com independência ao envolvimento do ministro da Justiça para blindar o Freud -, disse o presidente do PSDB, Tasso Jereissati.
O pedido da oposição será anexado à representação já entregue por esses partidos ao TSE na ocasião de descoberta da negociação para a compra do dossiê.
Tasso e os presidentes do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e do PPS, deputado Roberto Freire (PE), prometem ainda procurar a superintendência da PF nesta terça para cobrar rapidez nas investigações sobre o caso.
- Não vamos admitir que a PF seja destruída e transformada na polícia política do governo Lula -, afirmou Tasso.
Os partidos também querem que o TSE investigue o apoio do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), a Lula no segundo turno. Para a oposição, houve um "mega-mensalão" de Lula ao prometer R$ 3 bilhões ao agronegócio, sendo R$ 1 bi ao Mato Grosso. Freire confirmou ainda que Maggi está desligado do partido. A formalização, segundo ele, depende apenas de uma carta que o próprio governador prometeu enviar à direção do PPS.
- Ele está desligado. A carta é uma mera formalidade -, disse.
O presidente do PPS rebateu também as acusações do comando da campanha de Lula de que a oposição tenta criar um clima de "desestabilização" ao criticar a postura da PF. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), era aguardado, mas não apareceu na reunião.
Oposição pede ao TSE que investigue suposto esquema para encobrir Frued
Segunda, 16 de Outubro de 2006 às 18:05, por: CdB