A oposição cobrou, nesta sexta-feira, a demissão do assessor especial da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ao assistir à reportagem do Jornal Nacional que, na quinta-feira, levantou a possibilidade de problemas mecânicos com o Airbus da TAM que se acidentou em São Paulo, ele reagiu ao conteúdo da reportagem com o gesto de bater uma mão fechada sobre a outra aberta.
- Uma pessoa que faz um gesto daquele é, no mínimo, um deboche com os familiares e com a nação. O mínimo que tem que fazer é entregar o cargo. O gesto é uma vergonha nacional - disse o deputado Vic Pires (DEM-PA).
O PSDB divulgou nota oficial exigindo a saída de Garcia. Na nota, o líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP) diz que “não há outra coisa a fazer” a não ser a demissão do assessor.
“Não há desculpa que justifique a cena. Não há atitude que redima o desrespeito com uma nação inteira. Demissão imediata é o mínimo que o presidente Lula pode fazer para mostrar que ainda temos governo”, diz a nota.
Na avaliação do deputado Gustavo Fruet (PSDB-SP), mesmo que fique comprovada a falha mecânica na aeronave da TAM, o governo tem responsabilidade no episódio devido às condições do aeroporto de Congonhas.
- Mesmo que a responsabilidade seja do avião, os riscos em Congonhas são enormes. O gesto num momento desses é tripudiar em cima das vítimas. O PSDB pede a demissão dele como ministro - declarou.
Palco de críticas
A sessão da CPI do Apagão Aéreo da Câmara, nesta sexta-feira, virou palco de críticas ao governo até mesmo por parte de aliados.
- As atitudes tomadas e as frases ditas deveriam ser evitadas para não ter esse tipo de situação que constrange a todos - disse o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI.